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Treinos - Yuzu

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1 Treinos - Yuzu em Dom 21 Maio 2017, 18:51




Hoje tirei o dia para me dedicar a atividades extracurriculares. Para variar, já estava pronta para começar antes da alvorada. Quando fechei a porta de casa, o vento agitou meus cabelos, formando uma onda negra e despencando novamente pelas minhas costas, como uma cascata de ônix líquido. O tempo não vai estar muito bom hoje. Olhei para cima e estava mais escuro que o habitual, pesadas nuvens cor de chumbo encobriam a luz nascente, deixando o ar um pouco dramático em tons púrpura. Por um momento achei que aquilo pudesse ser um problema, mas logo aderi a ideia de um obstáculo a mais. Parti em direção à saída para a floresta, cortinas de poeira levantavam-se com os sopros irregulares da ventania, trazendo consigo pequenas partículas; folhas secas, pedacinhos de papel e fragmentos de qualquer coisa que alguém deixou cair ali no dia anterior. As ruas vazias, um dos motivos para que eu preferisse sair de casa naquela hora. Apressei o passo, trotando até o portão. Deixando Konoha para trás, todo aquele amontoado sufocante de prédios e luzes. O vento soprava mais e mais forte e a entrada da floresta parecia assustadora e linda ao mesmo tempo. Suas estruturas erguiam-se sob a própria sombra, suas copas entrelaçadas, emaranhadas umas nas outras, formando um túnel. Adentrei, olhando em volta. A grama alta chicoteava junto com os galhos, da onde as folhas verdes soltavam-se e rodopiavam ao meu redor. Tentei não me distrair o máximo e usufruir o máximo naquele momento. O caminho até o destino era um tanto... árduo. Testar limites era minha tarefa. Passei a me mover mais depressa, concentrando uma fina camada de energia azul na sola dos pés, fazendo-os funcionar como uma espécie de imã, permitindo o equilíbrio e a facilidade de movimentar-me sobre superfícies aquosas, viscosas e inclinadas. Um relâmpago rasgou o véu escuro da aurora, a claridade infiltrou-se pelas frestas entre as folhas, iluminando meu caminho por uma fração de segundo. Corri todo o percurso da floresta sem tanta dificuldade, até que cheguei à encosta da montanha. Aqui é onde meu teste realmente começa. Examinei a estrutura rochosa gigantesca por um momento. A tempestade concentrava-se bem em cima de seu pico, que estava oculto entre as nuvens.
— Jashin, me dê força para subir esse negócio. — Murmurei para o deus.
Acreditei plenamente em seu apoio para superar a mim mesma, e prometi à ele um belo sacrifício como recompensa. Quanto mais forte eu ficar, mais irei agradá-lo. Saltei na primeira rocha, depois na segunda e na terceira. De começo, pareceu moleza. Subi certa de 200m, até começar a sentir a dificuldade aumentar, o caminho ficar mais íngreme e eu precisar pensar melhor onde eu iria pisar. Se eu cair, não posso voltar com as costas quebradas, seria desastroso. Seria vergonhoso diante da promessa feita ao meu supremo. Mesmo já sendo de manhã, o céu cada vez ficava mais escuro. As primeiras gotas de chuva vieram quando cheguei aos 300m. Volumosas, pingavam na ponta de meu nariz, bochechas e ombros, gradativamente, até eu ter a sensação que as comportas das nuvens estavam abertas derramando sobre mim uma quantidade infinita de água. A força do vento e a chuva agressiva eram quase imbatíveis. Me vi pendurada por uma mão só, o corpo como um pêndulo no meio de uma parede colossal. Meus pés não encontravam mais apoio ali, eu não conseguia mais ver nada, meus membros queimavam e meus pulmões estavam em brasa. Era difícil respirar com tanta água açoitando cruelmente meu rosto. 450m e a altitude já começava a pesar. Minha noção do tempo desacelerou e eu não conseguia mais pensar em nada além de vou cair. Acabou. O som ensurdecedor de um raio me trouxe de volta à realidade, onde eu estava a poucos centímetros de uma queda fatal até mesmo para mim. Jashin me abandonaria pela minha fraqueza. Se não posso derrotar uma montanha, não sou digna de servi-lo. O frio fazia minha pele arder. Logo após o raio, um estrondo sucedeu. Uma avalanche de pedras soltas avançava montanha abaixo em minha direção.
— Ai. Estou tão ferrada... — Admiti, porém isso não fez com que as enormes rochas parassem de rolar para me esmagar.
Não tinha me dado conta da encrenca que eu tinha me metido, até que no último segundo, reuni o resto de minhas forças para me balançar para o lado. Feito isso, busquei minha foice das costas e cravei na parede, para desviar. Algumas pedras passaram, deixando um rastro de destruição em seu caminho. Minhas mãos estavam molhadas. Comecei a escorregar devagar.
— Não, não, não... —
Tentei segurar mais firme, mas estava exausta. Deixei o cabo e enrosquei a mão em sua extensão. Novamente eu estava pendurada, com meu peso, ao enroscar o pulso, o impacto o tirou do lugar. Fios vermelhos brotavam do aperto e misturavam-se até desaparecer com a água da chuva. Um relâmpago desprendeu mais uma leva de rochas. Essas vinham mais violentamente. Se eu ficar aqui, vou virar panqueca. Puxei a foice para mim novamente, deixando meu corpo ir em queda livre. As pedras estavam logo acima.  Perdendo altura, concentrei chakra na ponta de meus dois dedos, tentando mirar nas rochas.
— Raiton, byakurai! — Proferi o mais alto que pude, não apenas uma, mas umas três vezes.
As linhas de relâmpago cortaram três delas como manteiga, onde suas metades passaram bem de raspão em meus ombros. Quase perto de atingir o chão mais próximo, tentei uma última investida com a foice para sair da mira da avalanche rochosa. As lâminas cravaram ferozmente e rasgaram a superfície da montanha, freando aos poucos a queda. Sem forças restantes para ficar pendurada pela terceira vez, cai. Por sorte, meu corpo foi aparado por uma parte da montanha que funcionava como uma extrusão. Cai de frente, com um baque surdo. Minhas pálpebras pesaram sobre os olhos. Sentia um incômodo onde meu pulso estava fora do lugar; não era dor exatamente. Tentei mover e os dedos mal obedeceram. Não me importei. O barulho da chuva e dos trovões pareciam ecos agora. Sumiam aos poucos, até o silêncio tomar conta.

Claridade. Mas tudo ainda estava meio úmido. Abri os olhos e percebi que estava toda molhada e enlameada. Sentei-me, puxando a foice para perto. Pus o pulso no lugar com um estalo e girei, recuperando o movimento. Passei os dedos nos cabelos, tirando-os do rosto. A tempestade havia cessado. Senti minhas forças voltarem um pouco. Me dei conta que precisava comer algo. Não demorei para comer algumas rações que guardava em minha mochila e, só Jashin sabe como ela ainda estava inteira. Me pus de pé, retirando o excesso de água e lama.
— Vamos lá de novo. — Me senti mais determinada dessa vez.
O sol estava quase se pondo já. Me veio uma ponta de decepção. Recuei mais da metade do caminho na queda e fiquei desacordada por quase cinco horas. Não me deixei abater, ainda tinha uma meta a cumprir.
Era perto das nove quando cheguei ao topo. Lá de cima, via a cidade brilhar. Era muito bonita à noite. Mas vista de longe, como eu gostava de observar. Sentei-me sobre uma pedra e aproveitei a vista e a paz por um tempo. Sem pedras rolando, sem chuva, sem barulho. Apenas a brisa fria a beijar meu rosto e balançar meus cabelos gentilmente. Preciso agradecer à Jashin por isso. E irei logo logo.

Quantidade de palavras: 1.225

2 Re: Treinos - Yuzu em Dom 21 Maio 2017, 20:15

220 Pontos

*Parabéns, gostei muito da narração! Você detalhou bem o ambiente, consegui imaginar tudo como um filme em minha cabeça, porém, não dei a pontuação máximo por conta de alguns erros e pela "superação" for algo bem no final e pequeno sem muitos detalhes. ♥

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