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The End.

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1 The End. em Seg 23 Maio 2016, 20:07





Era noite, em uma rua qualquer de uma cidade ainda menos importante para nossa narrativa, a lua brilhava em meio às estrelas lá distante no céu, intocável, enquanto as luzes frívolas dos postes iluminavam um extenso caminho feito manualmente de pedras, era suave e rústica ao mesmo tempo, uma típica passarela de uma viela qualquer em meio há praças quaisquer que existiam as milhares por ai. Mas nesta caminhava um homem, alto, esguio e esbelto, vestido de um sobretudo negro como a noite, munido de um chapéu a moda clássica que ornava com suas vestimentas. Carregava sobre a mão esquerda uma espécie de bengala que, em alguns passos mais longos, o auxiliava delicadamente.

Ele caminhava tranquilo e vagaroso, rumo há um pequeno banco comum de lugares como aquele – praças -. Melhor dizendo, "eu" caminhava não é? Digo, é estranho escrever algo sobre si mesmo não é? Sentei-me sobre o banco - as noites aqui continuam lindas como eu me lembro. Mas esta historia não é sobre mim, é? Não meus caros, esta historia vai muito além do que lhes poderia dizer agora mesmo, acho muito mais prático lhes mostrar e deixar-lhes que tomem suas próprias conclusões. Então, por onde deveríamos começar? Pelo surgimento da nova nação? Não, antes. Pela queda dos mais poderosos seres que havia? Quase, mas não. Talvez antes, ainda um pouco antes, para quando tudo de fato começou a se tramar. Mas vamos meu caro, escute minha voz, viaje através das minhas historias e veja pelos meus olhos... A história de como tudo que conhecem chegou ao fim... A história de como o mundo acabou. Se não me falha a memória, foi quando começou a se por o sol que aquele hom.....

1# Cartas para o Futuro.:


Cartas para o Futuro.

O sol estava começando a se por sobre o tímido horizonte daquele lugar, sempre com a mesma cara, não importava para que lado olhasse era sempre tudo dourado em um tom pastel sem graça, dunas e dunas, montantes e mais montantes de areia sem gracejo nenhum. Mas fora lá que ele escolheu começar tudo, o primeiro e mais importante passo para o inicio de uma longa e duradoura era de paz, uma era onde todas as Vilas e grandes Governantes poderiam viver em cooperação. O pobre Kazekage pretendia por tudo isso dentro de uma singela carta, que por mais que carregasse seu nome e selo próprio, jamais poderia convencer os outros líderes tão facilmente, ainda mais um nome desprovido de honestidade, bem, talvez não o nome em si, mas sim aquele que o tomava para si como seu. Mas assim ocorreram, cinco cartas idênticas foram redigidas e enviadas através do vento, não com penas ou coisas do tipo, mas através das mãos calejadas de seus próprios ninjas, talvez ate menos seguras, mas ainda sim todas as cinco seriam entregues, algumas nem tão diretamente - mas iriam.

As primeiras cartas cruzaram um longo oceano, certamente a barco, já carregavam um papel um tanto umedecido pelo clima e fora somente quando a embarcação fora abordada por oficiais que os entregadores tiveram a certeza que haviam chegado ao seu destino, afinal, a Aldeia da chuva tinha a fama de ser muito reclusa e tímida exteriormente. E como você leu, eram sim “as cartas”, estranhamente dois líderes mundiais estavam agora no mesmo local, conversando entre linhas sobre uma coisa ou outra do passado. Quando as cartas finalmente os alcançaram o Kage de Kiri ainda acompanhava modestamente a rainha de Ame em um passeio através das ruas do porto, ele podia até disfarçar mas com certeza já tinha percebido que ela estava constantemente cercada por seus guardas mais preciosos, a distancia, ocultos na própria paisagem. Mas Lelouch não era bobo, nem menos inexperiente, já os teria notado antes mesmo de pensarem em se esconder. Mas tão pouco se importava a quebradora de correntes, mão do povo de Ame e soberana conquistadora de terras, aquela que tomou e reergueu uma aldeia já perdida nos vícios e prazeres de uma vida impura.

Ao se aproximarem conseguiram ainda escutar um resquício do que conversavam, talvez sobre tempos remotos do passado e crises de identidade, vocês sabem, coisas desse tipo de gente que tem toda uma civilização sobre sua mão, mas ainda mal sabe bem quem é, ou quem forá um dia. Às vezes me pego se perguntando, será que teríamos sido quem somo se não fossemos quem éramos? Uma pergunta para outro dia acho eu, não é o que vocês querem ouvir não é mesmo? Desculpa. Talvez eu esteja tentando enrolar um pouco, ganhar um tempo para poder puxar na memória a forma correta de lhes contar, ou melhor, descrever como eram estes dois.

- Parem ai mesmo! – Exclamou um dos guardiões saindo das sombras quando os mensageiros tentaram se aproximar de uma forma um tanto suspeita. Ele não é nenhum protagonista, mas ainda sim merece nossa atenção, Atsushi, um fiel servidor da nobre rainha, ora tido como guardião, ora chamado de verme cinza, não lhe importava como lhe chamavam, deste que jamais se aproximassem de sua senhora. Sentia-se honrado e privilegiado em ser o homem mais próximo da Amekage, ao menos no quesito “segurança”, mas não podia parar de sentir uma pitada de inveja do Mizukage, o qual sempre tinha um lugar cativo ao lado da rainha. O grito causou tumulto e chamou a atenção dos seres superiores ali presentes. O Mizukage os desdenhou com seu olhar frio como sempre, mas a Amekage os fitava com certo “quê” de curiosidade. – Leve os dois daqui, quero privacidade com a Clarke – ordenou o Mizukage logo contrariado pela governante máxima do local – Espere. Digam primeiro o que desejam. Mas seja breve, meu tempo é precioso. – Bastaram algumas meras palavras para que os homens caíssem a seus pés, ajoelhados e com a carta acima de suas mãos estendidas. As palavras da rainha costumavam causar este efeito, ou talvez eles só tivessem feito isso por não serem tolos o bastante para afronta-los.

– Trago-lhes uma mensagem direta do Kazekage-Sama, uma para a senhora Amekage... – Disse o primeiro mensageiro, - E outra para o senhor Mizukage. – completou o outro homem.
- Deve concordar que não é algo comum não é mesmo Lelouch? – Apenas o silêncio fora sua resposta. Aqueles dois, mais altos seres de seus povos, tinha algo que comumente compartilhavam sobre seus olhos, um brilho difícil de descrever, mas se assemelhava há algo escarlate ofuscante. Algo que também despertava alguns sentimentos menos apreciáveis em Atsushi, que neste momento apenas observava o desenrolar de tudo. Tomaram sobre sua posse tal valioso pedaço de papel, e imediatamente se puserem a inspeciona-lo. No momento que terminaram de lê-lo sabiam que o vento da mudança estava prestes a soprar, e quando ele chegasse nenhuma viga ou rocha permaneceria intacta.

– Temo que minha hora de retornar para minha casa chegou antecipada Clarke.

- Creio que sim velho amigo. Não podemos perder tempo com algo assim não é?

- Isto é um tanto suspeito, eu não o veria assim tão indubitável. Mas de qualquer forma, acho bom nos certificarmos de certas coisas.

- Com toda certeza. Mas talvez esta seja a hora que esperávamos para unirmos forças contra o mal em comum. Aquele maldito bastardo... – Levou à mão sobre sue ombro direito enquanto pronunciava apenas os mais leves xingamentos que haviam passado pela sua cabeça. Tocava de forma suave sobre aquela cicatriz já imperceptível. Talvez uma cicatriz mais espiritual e menos física do que podia se pressupor.

- De fato. O mundo precisa se unir em uma aliança. Mas sei que por hora tenho minha plena confiança apenas em você. – Um sorriso calmo e caloroso se manifestou em seu rosto, mas por baixo da máscara metafórica um riso malicioso tomava conta de sua expressão.

Era uma despedida, mas ainda não a ultima.

O Kage da aldeia da nevoa partiu em sua viagem de volta a seu lar. O mesmo pretendia os dois leiais mensageiros, mas não poderiam obter o mesmo hesito e nem tão cedo deixariam aquela aldeia, não antes de provar por alguns anos o amargo gosto dos calabouços da aldeia da chuva. Era uma aldeia realmente severa.

A carta destinada à vila da Pedra e da Nuvem foram entregues sem cerimônias ou segredos, eram aldeias mais convidativas aos estrangeiros, embora vivessem talvez nas condições mais árduas possíveis, mais severas e inóspitas. Kage após Kage as cartas iam atingindo seu destino, exceto uma – A carta destinada ao Hokage não chegaria tão intacta assim. O mensageiro soube isso no momento em que chegou a aldeia e percebeu que o Hokage não estava, sua entrega então passou imediatamente a se responsabilidade de um oficial da aldeia, sem importância, que a guardaria e entregaria apenas ao próprio autodeclarado Governante de sua Vila, pelo menos em súmula. O guarda cruzou a aldeia rumo ao gabinete de seu líder, mas acabou parando mesmo é dentro de um beco distante de tudo... Não! Espera... Ah me lembrei. Era na verdade um beco no meio do centro movimentado da aldeia, mas era escuro, tão escuro como a noite e aquilo era realmente estranho demais para um local como aquele. A luz simplesmente parecia se desviar por pura vontade e assim deixava com que as sombras fizessem dali seu habitat. Ele parou bruscamente, de forma inesperada e sem elegância nenhuma, e acima, bem acima de sua cabeça havia um homem sentado sobre uma escada, um homem que já estava a muito tendido para o lado escuro da força.

- S-senhorr, achei que gostaria de ver isso – O oficial mostrou-lhe a carta, - Veio diretamente do Kazekage endereçada para, e somente para o Hokage em pessoa. – Terminou o pobre soldado.

- Fez bem minha criança. De fato é algo que me interessa... – Desceu do seu trono de sombras enquanto a máscara em seu rosto continuava imóvel no lugar. Tomou a carta para si e enviou sua pobre marionete de volta ao seu posto existencial sem nenhuma relevância. – Vejamos o que os passarinhos me trouxeram desta vez... Interessante... – Esta na hora de ter uma conversa com o Líder da Aldeia da folha, pensou o homem segundos antes de desaparecer em meio ao vento como um passe de mágica.

A noite já dormia sobre a aldeia quando um vento gélido atravessou pela janela da sala do Kage, causando alvoroço entre os papéis que o jovem e ainda inexperiente Hokage organizava. Junto do vento veio as sombras, e dela todo o caos nasceria. – Olá menino Modake. Como anda a brincadeira de comandar uma vila? – Indagou-lhe o mesmo homem misterioso de antes. Um ser alto, quase inumano, de mascara cinza e olhos rubros cintilantes como nada visto antes, e seu chakra... seu chakra não podia ser descrito. Sua presença era tremenda que o ar dentro da sala pareceu congelar enquanto se tornava estagnado no tempo.

- Mascarado... O que você quer aqui? – Lhe respondeu o Kage com outra pergunta. Deu uma pausa em sua fala, fez então com que suas íris ficassem em um tom avermelhado, com três tomoe's em cada, e tentava sentir a presença de mais alguém no local. - O que você fez com Yusuke?

- Vejo que você ainda se lembra de mim. - Uma pausa se fez enquanto o homem caminhava até a janela. Sentou-se sobre o decalque e ficou de olho no atual Hokage. - Yusuke? Ele não existe mais. E não se preocupe comigo, vim fazer algo que não costumo fazer, ou seja, lhe entregar uma singela mensagem. - Esticou a mão e um papel voou de seu manto sendo levado através do vento. - Acho que você é o verdadeiro dono disso. Pareceu-me um convite ou algo do tipo. – Posso lhes dizer que nesta noite o céu estava lindo. Um perfeito caos pintado de negro com manchas rústicas e cinzas, e ocasionalmente, flashs incandescentes que o reluziam de cima para baixo.

"Uma mensagem.." Pensou o Uchiha. O destruidor da Vila, o maior e mais procurado Nukenin do Mundo Ninja estava ali, afirmando que voltara à Konoha somente para entregar um bilhete.
- Um convite... - O garoto, agora já um homem, pegou o bilhete em suas mãos um tanto tremulas.  - Imagino que não tenha sido feito por você.

- É claro que não. Eu não escrevo mensagens, eu as levo diretamente até seus corações...- Uma risada leve fluiu através de sua máscara, referia-se há feitos do passado... - Ah, você deve estar se perguntando por que vim até aqui só para lhe entregar isso. É simples, eu quero mesmo que esta reunião aconteça, afinal, seu assunto também é de meu interesse. Quando você ler entenderá ao que me refiro. - Então era isso, a mensagem havia sido entregue. O homem subiu sobre a janela e começou a se preparar para partir. A carta trazia em seu conteúdo uma data, cerca de dez dias, para que todos os grandes líderes se apresentassem perante uma cúpula em um país neutro. O tema desta reunião seria a grande e utópica paz mundial. Quem não comparecesse perante a convocação seria considerado um traidor perante a futura aliança que surgiria. Um evento e tanto estava por vir.

O Uchiha então finalmente abriu e tomou o conteúdo da maldita carta para si, seus olhos demonstraram a perplexidade e o tamanho da pretensão daquilo, reunir as pessoas mais poderosas em um único lugar, nenhum espaço no mundo seria o suficiente para acomodar todos aqueles egos imensos juntos. O kazekage estava ensandecido, mas se houvesse uma pequena chance de isso der certo, um pequeno e ínfimo raio de luz no final do túnel, Modake iria fazer de tudo para alcança-lo. - É engraçado. Eu, quando jovem, sempre quis mudar o Mundo. Queria me tornar o ninja mais poderoso de todos, fazer com que todos se curvassem diante de mim, que temessem o meu poder. Yusuke foi o homem que me mostrou o verdadeiro significado da palavra Poder, e agora, eu estou conversando com o homem responsável pela sua "morte".

- Não me entenda errado garoto, você ainda desconhece as verdades por traz das sombras... – Foram suas últimas palavras antes de desaparecer saltando para o vazio indeterminável do mundo. Deixou-lhe sobre tudo o Kage de Konoha pensativo, preocupado e ao mesmo tempo temeroso. Apenas alguns vários minutos depois que seu corpo viera a se acalmar e mandou-se embora a tremedeira de suas mãos. Mas não, não era medo que sentia neste momento, mas sim hesitação, temor pela simples presença daquele homem, o mais cruel e vil dos seres que já haviam surgido. Quais seriam seus planos? Nada parecia fazer sentido. Mas se aquilo realmente fosse verdade medidas precisariam ser tomadas, e para tal decidiu-se por à rumo da única nação com qual ainda poderia formar algum tipo de pré-aliança – Kumokagure no Sato.

Mas deixemos os Kages por um instante, há um alguém esperando em uma outra parte desconhecida do mundo. Era uma espécie de pequena planície sob uma montanha, alias tudo ao redor eram montanhas. Nela tinha um homem, sentado sobre um tronco enquanto cutucava as brasas de uma fogueira, talvez tentando esquentar seu corpo gélido que mal se dava conta de que nunca se aqueceria novamente. O homem era velho, aparência decaída de alguns quarenta e poucos anos, mas se mantinha com um ar duro e severo, com aspectos rústicos e assimétricos, um tapa olho e barba mal feita. Seu olhar era tenebroso e distante, muito distante. Ao seu lado havia um garoto de pé, parado feito estátua sem nenhuma reação. Não era muito velho, mal aparentava ter atingido a adolescência ainda. Então um pulso energético rompeu a membrana da realidade a alguns metros de si, no meio do nada se abriu um vórtice anormal e dele pulou um ser maligno, ele, o maioral entre as bestas infernais, o Mascarado.

Seguido dele também apareceu mais sete pessoas, totalmente sem consciência e assim como o outro que já estava ali, pareciam todos hipnotizados por uma força maior. – Vejo que já achou o primeiro aqui mesmo não é? – Indagou o maléfico que se aproximava da fogueira. – Você demorou. – retrucou friamente o outro ser. – Eu tinha assuntos para resolver. Mas agora tudo esta se encaminhando meu amigo. Tenha paciência. Confio a você estes aqui também. Você sabe o que deve ser feito. Agora se me permite preciso ir posicionar a última peça antes que o jogo comece. – Não houve outra resposta, apenas silêncio. Os nove seres permaneceram ali na calada da noite enquanto o inumano que portava a estranha mascara voltou-se a desaparecer entre o limiar da realidade palpável....



2# A Rainha Vermelha:


A Rainha Vermelha


Perdoe-me, onde é que estávamos mesmo? As cartas? Não? Depois? Sim sim, me recordo agora....

Ainda era noite, como usualmente é nestas historias de terror, e com o rugir do crepúsculo um ser saltou para fora da hiperdimensão sobrepujando sua entidade para o plano físico. Tratava-se dele, o único que o poderia fazer, O Mascarado.  Estava agora em seu covil, o lar e maior fonte de conhecimento já reunida, se conhecimento é poder, então este era o local mais poderoso na terra. O ambiente era escuro como de praxe, os longos corredores eram escassos de iluminação apenas tendo algumas poucas tochas fixadas sobre a extensão de seu corredor. As chamas pareciam ter algum tipo de mecanismo específico que as forçava a incandescer na presença do ser maléfico, desta forma a penumbra ia se afastando conforme ele caminhava pelos tuneis sombrios de sua organização, que de pouco em pouco, iam se iluminando ao seu ritmo.

Havia uma convidada a sua espera naquela noite, o aguardando na sala de reuniões de seu esconderijo. A ilustre convidada trajava uma roupa toda vermelha de algum tipo de tecido leve e solto, sobre seu corpo também havia alguns delicados fragmentos de armadura tão suaves quanto todo o resto. Seus cabelos eram alvos como a neve e tinham algumas leves e graciosas ondulações e cachos que se formavam sob sua extensão.
- Olá meu senhor. Sentia sua presença de longe... – Disse a mulher que o esperava. Seu rosto tinha traçados suaves e delicados de uma genuína lady, mas já havia passado por coisas que nem os mais impetuosos homens gostariam.  – Você é pontual como sempre Han. Creio já que saiba o motivo pelo qual a convoquei aqui, não é? – Perguntou o Líder Akatsuki enquanto rumava em direção ao seu trono de ferro.

- Não pude deixar de ouvir os rumores sobre tal reunião entre os Kages meu senhor.

- Então me conte sobre o relatório da (missão de 16 de Dezembro de 1991) das atividades em Ame. – questionou-a novamente o homem que trajava a sinistra mascara.

- O que poderia dizer... Parece que nos últimos tempos a Amekage tem criado algum tipo de aliança interna com Kiri, mas eu não apostaria muito nisso. Mesmo ambos conversando cordialmente um com o outro eu tenho fortes convicções que o evento passado deixou profundas cicatrizes. Sobretudo em Clarke. A aldeia caminha bem, prospera e com poderio militar moderado. Contudo há apenas um ninja em destaque entre seus subordinados... Mas bem, não sei exatamente como descrevê-lo, mas o chamaria de versátil. Ah, e a presença da rainha de Ame é certa na reunião. – Terminou a moça, onde neste momento ajeitava delicadamente sua madeixa que de tempos em tempos caia sobre o olho.

- Ok, tudo como esperado então. – Abaixou seu olhar, ajeitou a mascara delicadamente com as pontas de seus dedos – Mas agora me diga... Onde fica Ame? – Perguntou de uma forma calma, mas neste instante sua voz soou abrupta e áspera, talvez por já souber a resposta que viria.

- Me perdoe senhor. Você sabe que eu não posso... – Sua face pareceu cair em direção ao chão, certo temor e desconforto se abateram sobre ambos ali. – Pergunte-me qualquer coisa menos isso... – O clima pesou.

- Como espera que realmente acredite em você se nem ao menos pode me confiar uma informação tão pequena? – Sua voz começava a se tornar mais agressiva e algumas vezes parecia cortar como navalhas para Han.

- Hm... Você discursa sobre confiança? Eu confiei minha vida em suas mãos, e ela permanece sobre elas até hoje. E agora eu também te questiono: Como posso confiar tanto em alguém que nem sequer conheço o rosto? – Han por mais delicada que fosse ainda sim mostrava suas garras independente com quem estivesse falando. Era sua característica. Uma garota meiga e doce, mas escondida, ou melhor, protegida por baixo de inúmeras camadas agressivas e petulantes. – Confio a você minha vida de bom grado e você me pede para lhe entregar outras milhares também? Não me entenda mal, eu mataria qualquer bastardo sem mãe em seu nome, ceifaria o mundo se me pedisse, mas não em troca disso, em toca de sua desconfiança... – Han neste momento tinha os punhos cerrados, não que esperasse entrar em conflito com o homem a sua frente, ela sabia, jamais teria alguma chance real contra aquele monstro encarnado, mas Han também nunca forá de se segurar, não importava quem estivesse em sua frente.
Esta na verdade era uma de suas melhores qualidades. Ela era direta e franca. O sórdido ser maléfico não queria outro palhaço qualquer que o obedecesse cegamente por medo, ele queria alguém de opinião forte e imutável... E então ele encontrou Han. A mulher de vermelho tinha seus olhos em um tom quase roxo no momento, talvez em reflexo pelo brilho azulado das chamas próximas, mas era certo, havia verdade naquele olhar, havia um turbilhão de sentimentos prontos para explodir e derramar para fora daquela armadura metafórica. Para se esvaziar do seu coração. Um misto entre ódio e amor. Ela própria não sabia o que realmente sentia naquele momento.


Um silencio avassalador se propagou pela sala, por vários segundos ambos permaneceram calados, encarando o chão. Han que se sentava em uma da ponta extrema da mesa até pensou em voltar a trás, talvez em realizar um pedido de desculpa pela sua petulância. Mordia involuntariamente os lábios, sentia-se de alguma forma culpada por ter perdido o controle na frente daquele ser. E no exato momento que seus lábios pensaram em se mover e produzir algum som o maioral das sombras se manifestou.

- Entendo... Então neste caso não acho que possa haver mais algum tipo de ligação entre nos... Normalmente esta seria a hora em que eu a mataria ou apagaria sua existência, mas devido ao seu tempo de trabalho leal eu a deixarei ir intacta, mas jamais se lembrara de algo sobre tudo isso. – Neste instante suas palavras eram delicadas e bem escolhidas, suaves, mas pareciam ter um peso muito maior do que as anteriores, cortavam como nem mesmo milhares de espadas poderiam, o fim do relacionamento entre os dois parecia ser mais dolorido do que a própria desconfiança. Mas desta vez o Mascarado era sincero, uma das poucas vezes em que ele conversava com alguém de igual para igual, sem aquele ar arrogante e superior de sempre. Ele quase até soava como humano.

- Você não pod... – Interrompeu-se sozinha. Neste momento Han já se dava conta do que havia feito, da consequência de seus atos impensados. Aconteceria aquilo que mais temia, perderia sua memória de tudo aquilo de mais fantástico que vivera, perderia para sempre aquele homem. Mas ela preferia se punir eternamente a trair os ideais que uma vez prometeu. – Se não há mais nada que possa ser feito... Então vou embora. Acho que então é um adeus não é? – o Mascarado apenas a confirmou com um simples manejo de sua cabeça. Agora também lhe era sentido um redemoinho de sentimentos acontecendo dentro de si, lutando para sair. Han se levantou, empurrou delicadamente a cadeira de volta ao lugar e pôs-se a andar rumo à porta, olhando profundamente para o homem que a expulsara não somente da organização, mas do seu sentido de viver até então. Memorizou sem pressa cada último detalhe daquele ser, esperava, não, torcia com todas suas forças que isso fosse o suficiente para não esquecê-lo.

Quando apoiou uma das mãos sobre a porta rochosa sentiu algo a puxar pelo braço. Uma mão, quente e calorosa, uma mão que a parecia tocar diretamente em sua alma. O homem a puxou virando-a para si, agora estavam apenas há alguns centímetros um do outro, sentiam o calor de seus corpos tão ardentes quanto às chamas azuis. O rosto de Han corou por um momento contrastando com o brilho de seus olhos, uma imagem tão bela que deixaria as deusas da beleza com ciúmes.

- Eu a escolhi por um motivo. Não posso deixar que você se vá assim, não antes de reivindicar o direito de me conhecer como eu realmente sou. – Levou uma das mãos ao rosto enquanto a outra permanecia a segurando pelo pulso. Delicadamente começou a retirar sua mascara, um movimento que fazia suas madeixas negras dançarem soltas acima de sua cabeça. Estava agora revelando um dos segredos mais notáveis de seu ser, sua verdadeira e única identidade. Han por um instante arregalou os olhos como nunca antes. Aquele ser! Jamais esperaria por isso, agora todo aquele sofrimento e tempo de servidão incondicional pareciam fazer sentido, pareciam valer a pena. Sua face de surpresa permaneceu ainda por vários minutos, enquanto ela própria tentava recuperar as forças para dizer algo. Simplesmente não conseguia.

- Han, eu quero você... Quero você do meu lado nisso tudo. – Disse baixo o homem, quase um sussurro em seus ouvidos.

- Meu senhor, eu estarei ao seu lado em qualquer batalh... – Han tentava dizer algo quando fora interrompida em meio a sua fala.

- Shhh, chega disso, chega de mascaras. Eu quero a verdadeira Hana... Quero que seja minha rainha vermelha... – Desta vez suas palavras suavam doces como uma orquestra angelical, o mais próximo que aquele ser chegaria de ser um humano. Hana não disse mais nada, apenas fechou delicadamente os olhos enquanto suas bochechas se tornavam cada vez mais coradas, deixava agora todos os seus sentimentos transbordar ao mesmo tempo para fora de sua armadura. Deixava que a verdadeira “Hana” pudesse ser vislumbrada.

Ela própria levou sua mão delicada e calorosa ao rosto do homem, um rosto gélido como o puro inverno nórdico, um choque de extremos. Neste momento ela puxou o homem para mais perto de si enquanto proporcionava um encontro quase predestinado de seus lábios. Era um sentimento indescritível neste momento, algo que sonhara apenas em seus contos de fadas fantasiosos, algo que jamais achou que um dia seria possível. Seu desejo mais intimo e profundo, agora realizado. O ser tomou-a em seus braços firmes, colocou os dedos suavemente sobre seus ombros e deslizou o feche de sua armadura a deixando cair sem importância. Nenhum barulho externo parecia ser ouvido, apenas o bater forte dos corações em conjunto da respiração ofegante e pesada. Pouco a pouco, peça a peça, iam se despindo lentamente no mesmo passo em que as chamas tênues iam se consumindo para o inevitável "apagar", para o escuro mais aconchegante que já havia existido. As chamas de seus corações se consumiram em uma tempestade de emoções a muito reprimidas, tudo em uma única noite onde a menina-moça Hana se tornaria verdadeiramente a Rainha Vermelha.

No início da noite o céu estava pálido, quase sem vida. Mas agora as nuvens dançavam em torno da lua, se trançavam uma na outra no limiar do horizonte visível, e as estrelas brilhavam em sintonia com a lua, que quase parecia haver uma aurora boreal pintando os céus. Mas sim, havia um. Talvez não no plano físico, mas sim no plano etéreo, o mesmo em que o céu se pintava de uma mescla de cores jamais vistas antes... as cores da vida.

"Afinal, talvez esta não seja uma historia sobre o fim, ou sobre horror. Talvez seja apenas uma historia sobre romance, amor e superação."
- Homem Desconhecido.


3# Em direção a Paz:


Em direção a Paz

A manhã estava linda. O sol sempre parecia brilhar como em nenhum outro lugar no mundo acima das montanhas, e por mais esplendoroso que soasse era apenas mais um dia comum na Aldeia da nuvem. Havia um portão imenso, todo ornado em metal prata e detalhes reluzentes, um portão por qual passaria um importante convidado. O Hokage o adentrou, a cavalo, vagarosamente quase como se desfilasse esperando por uma recepção. Não houve. Como poderia? Nem sequer havia avisado que iria. Mas pode vislumbrar novamente aquelas construções estranhas e pouco funcionais, mas importantíssimos na cultura daquele povo.

Logo que os boatos sobre sua vinda correram aos ouvidos do grande escalão de Kumo uma jovem veio ao encontro do tão aclamado Kage de Konoha. Ela era baixa, mal deveria ter um metro e sessenta, mas seus olhos carregavam uma cor peculiar, algo que lembrava muito algum tom de vinho. Seu cabelo se esvoaçava todo com cada passo de sua corrida simbólica até o portão. Seria ela então a responsável por guiar o nobre convidado até os aposentos do senhor da aldeia.

- Entre. – Disse Ezreal, Kage de Kumo, aos convidados que já batiam à sua porta. – Obrigado Mei, peço então que nos deixe a sós por ora e espere ao lado da porta.

- Sim senhor Raigame-Sama! – Disse Mei cordialmente o reverenciando com a cabeça.

- Ola Raikage. Não posso deixar de demonstrar minha surpresa. Não achei que o novo Kage também seria tão jovem. – Não sabia por que, mas de alguma forma o jovem Hokage ainda esperava encontrar Hinara, a antiga governante local.

- Também compartilho deste sentimento (amor) meu caro. Você é realmente tão jovem quanto me disseram. Você já esteve aqui antes não? Ah, mas de toda forma, quais assuntos o trouxeram de novo a esta aldeia? – Fora direto, mas cordial, era típico de sua pessoa. Deste que assumira seu posto toda a aldeia adquiriu aquele certo ar de animação, de frescor (e gayzisse) que as inovações trazem consigo.

- Já sim, durante o exame ninja que sua aldeia sediou em tempos passados. – Respondeu enquanto caminhava até a poltrona. – É sempre bom revitalizar nossas situações diplomáticas. Você sabe, nossas aldeias se entrelaçam desde eras remotas, então eu pensei que pudéssemos conversar sobre alguns assuntos pertinentes.

- De fato. Assuntos como este você diz? – Terminou sua frase enquanto retirava uma carta de sua gaveta que trazia consigo o selo de Suna. – Creio que veio em bom momento meu amigo. Estava realmente me perguntando sobre a veracidade disso aqui. – Ambos os garotos Uchihas eram jovens, muito jovens para suas posições. Modake tinha uma aura um pouco mais carregada, talvez obstante das comuns, algo já esperado de um nascido do Fogo. Ez transmitia uma energia mais leve, dispersa, e um raciocínio estratégico que o havia trazido até onde estava. Sua face ainda era limpa, sem barba ou cicatrizes, algo que em breve mudaria.

- Mas também há outro motivo. Eu vim toda esta distancia para pedir conselhos para a sua antecessora também, ela com toda certeza deve saber o que fazer com isso. – Disse Modake enquanto exprimia um leve sorriso (de amor).

- Sim, ela já esta a par da situação e esta no caminho para cá agora mesmo. Ela deve chegar a qualquer momen... – Ezzy era interrompido pelo soar de um Toc Toc comum em sua porta. Após o aviso a porta se abriu com a chegada de Hinara, primeira Raikage de Kumo.

- Ah, vejo que já chegou Hokage. – Dizia cordialmente a senhora Hyuuga.

- Por favor, me chame apenas de Modake. Acho até que não precisamos de formalidade entre nós três não é?

- De acordo, Modake. – Respondeu o Raikage enquanto Hinara apenas acenava com a cabeça.

Os três puseram-se a par do assunto em questão, a reunião entre todos os Kages. Compartilharam suas ideias e informações a fim de chegar a um consenso, seria aquilo algo realmente confiável? E mesmo se o debate tivesse incontáveis horas a mais nenhum deles teria uma concreta certeza.

- Vejo, acho que não temos outra opção a não ser ir até lá. Esta convocação pode mudar o jeito como nossas nações se relacionam, isso si é que é confiável. – Afirmou Hinara.

- Então esta decidido, iremos todos então. – Completou Ezzy tento o sucessivo movimento de afirmação com a cabeça dos presentes na sala.

- Mas não sozinhos. Levaremos conosco alguns de nossa confiança, se algo acontecer nos estaremos preparados. – Modake tinha uma feição pensativa quando dissera isso, talvez um tanto preocupado. Ele não havia compartilhado com os demais a visita que receberá do Mascarado, e nem sabia se o devia fazer.

- É certo que você vira comigo Hinara. Porém que mais deveria nos acompanhar? – Perguntou Ez.

- Bom, acredito que possamos confiar na Mei. Ela é uma das mais promissoras discípulas, e ainda não sabemos onde Haruni foi se meter. – Ez apenas concordou sutilmente com o olhar para a ex-Raikage.

- Então acho que é isso. Então agora finalmente estamos prontos para ir em direção da paz! – Disse Modake encerrando a reunião.

O kage de Konoha retornaria para suas terras se preparar para a cúpula dos Kages que se formaria dentro de alguns dias. Aquela frase, “Em direção da paz” ainda seria repetida por todos os demais líderes quanto tomassem rumo para o país do ferro. Local que sediaria o histórico encontro.

As brasas se erguiam novamente na noite escura. A fogueira estava acessa novamente, e com ela as trevas também emergiam. Naquele mesmo local sem nome, o ser inominável ainda residia. Aquele que era chamado apenas pelo codinome Big Boss, aquele que dava as ordens e era abdicado de qualquer emoção ou sentimento; fragmentado no momento em que sua alma deixou seu corpo. Sua legião ainda estava ali, de pé, de frente para si. Todos respirando com vida, mas sem nenhum poder sobre sua própria existência. Eles estavam imobilizados, amarrados por um feitiço obscuro feito pelo próprio Mascarado.

- Escutem-me, você agora serão meus Maiorais, aqueles que representarão meu poder dentre seu povo. Vocês me seguirão para a batalha e juntos traremos a verdade para este mundo. Vocês querendo ou não. Agora são minhas marionetes, destituídos de suas vontades ou desejos, servirão apenas a mim. No dia mais claro, ou mesmo na noite mais escura. Suas vontades sucumbirão diante minha presença e nada escapará do meu olhar. – Os olhos do homem severo brilharam como nunca, um brilho rubro que parecia puro sangue fervente como fogo. Atrás deste homem tinha outro ser, com ambos os olhos carmesins, este realizava o feitiço mais cruel que já havia sido criado, um poder tão vil e asqueroso que tomaria para si a própria alma daqueles sujeitos a sua frente.

“Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping”

Já em Kumo as coisas já estavam acertadas. Mia ficou contente em ter a confiança do Kage de sua aldeia, em uma que talvez fosse a missão mais importante dos últimos tempos. Mas ela por outro lado não entendia muito bem se seria realmente útil, no fim das contas, seria ela a proteger o Kage ou o Kage a protegê-la? Ambos sabiam a resposta. Mas ainda sim Ezzy tinha um sorriso confiante sobre o rosto, daqueles que ele só mostrava quando ainda estava sóbrio. Sim, O Raikage tinha certos problemas com o álcool mesmo sendo tão jovem, em especial quando ele se sentia tenso pelas infinitas responsabilidades de sua profissão. Mas Mia teria sim um importante papel em tudo isso, ela podia não ser forte, mas ela – e todos de Kumo – faziam de Ez o mais forte que ele podia ser.

“Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains within the sound of silence”

- Não se preocupe, eu e protegerei de qualquer coisa! – Disse o kage com um sorriso confidente. Ele sábia que apenas isso já a acalmaria. Recebeu um sorriso ainda mais sincero como resposta. Mia sabia, sabia que nada poderia atingi-la enquanto sob a aura daquele homem, aquele chakra repleto de luz e calor.

“In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a street lamp
I turned my collar to the cold and damp”

Mia e Ezzy compartilhavam um poderoso laço conectivo entre si, talvez pelo tempo que passavam juntos já que a garota trabalha constantemente quase como uma auxiliar pessoal, ou até mesmo por partilhem de passados trágicos. Mia passou então a estar sempre presente nos assuntos importantes da aldeia, sendo como Shonobi que era ou por acompanhar sua mestra Hinara. O fato é que ela já compartilhava uma historia com Kumo, sobretudo com Ezzy e Hinara, mesmo ainda as vezes cometendo algumas trapalhadas como quando sem querer destruiu parte do Gabinete tentando esmagar um inseto que passou pelo chão usando sua força sobre-humana. Ela claramente ainda era um tanto imatura, mas todos podiam ver nela o desejo de se tornar uma grande ninja.

“When my eyes were stabbed
By the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence”

Neste dia a noite era escura. Tão escura que as luzes no caminho mal faziam alguma diferença. Não havia estrelas ou lua sob o céu, era como se tudo se houvesse perdido na imensidão do crepúsculo.

“And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening”

- Raikage-Sama, você podia me acompanhar até em casa enquanto repassamos os detalhes da missão? – Perguntou Mia meio sem jeito enquanto brincava com as pontas de seu cabelo.

“People writing songs
That voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence”

Ambos caminhavam pelas ruas do centro de Kumo, e de longe Ez avistou um imenso letreiro brilhante que chamou sua atenção. Era algo quase mais forte do que si mesmo. Sua mão esquerda começou a tremer involuntariamente, sua garganta secou e fora visível quando ele teve que recorrer ao outro braço para acalmar o que tremia. Segurava firme com a mão direita sobre o antebraço esquerdo.

“Fools, said I, you do not know
Silence like a cancer grows
Hear my words that I might teach you
Take my arms that I might reach to you
But my words like silent raindrops fell”

-Desculpe Mia, estou sem tempo hoje. Tenho que voltar e resolver algumas coisas no Gabinete. – Disse Ez.

“And echoed in the wells of silence”

- Ahh, então acho que amanhã a gente faz isso. Tchau Raikage-Sama! – Despediu-se Mia um pouco corada e sem jeito. A garota tomou rumo pelas ruas escuras enquanto o Kage permaneceu parado, a olhando de longe. Uma inocente e promissora Kunoichi, que no futuro poderia se tornar até mais forte do que Hinara. O futuro de Kumo esta em boas mãos pensava Ezreal.

“And the people bowed and prayed
To the neon God they made
And the sign flashed out it's warning
And the words that it was forming”

Agora que estava sozinho, Ez caminhou em direção ao letreiro que o chamou atenção. Esta será a última vez dizia para si mesmo, era o que sempre dizia a cada vez - todas as vezes. Vez a pós-vez, seu vício sujo o dominava novamente. Adentrou no bar com todo seu corpo tremendo, seu coração pulsava forte e sua respiração era quase ofegante, era como se ouvisse e sentisse um zumbido em sua mente, algo que só passaria depois de quatro ou cinco doses da bebida mais forte que encontrasse. E la passaria a noite, sozinho enquanto se matava aos poucos enfocando a si mesmo e se entregando a sua depressão.

“And the sign said:
The words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls
And whispered in the sound of silence”

Neste meio tempo a garota prosseguiu sozinha, pelas ruas escuras intermináveis até sua casa. Mia morava em uma região um tanto afastada do centro, cercada de algumas árvores e rochas naturais, uma paisagem bela durante o dia. A moça entrou em sua casa e logo ao fechar a porta pode perceber, ou pressentir, que algo não estava certo. Era quase como se escutasse uma respiração pesada, sentisse uma presença obscura ali dentro. Agora Mia se encontrava desprotegida pelo Kage que a deixou sozinha ao preferir não resistir novamente ao seu vício, e Mia só percebeu isso quando sua voz não saiu, quando seus gritos se abafaram no silêncio da noite e um suor gélido correu pela sua face. Seu coração “parou” subitamente na calada do medo no momento que do escuro de sua casa um vulto assombroso se mexeu, e dele um olho com brilho escarlate emergiu cortando através da escuridão até a garota...

“Hello darkness, my old friend .......”

The Sound Of Silence
- Simon & Garfunkel



Notas do Autor 1#: O primeiro capitulo é na verdade mais uma retomada dos últimos acontecimentos do forum, apenas a partir dos seguintes que as coisas realmente serão "novas". Sintam-se na liberdade de comentarem neste mesmo tópico caso queiram. Decidi dividir a historia em capítulos até porque ficaria massante e enorme demais se feita em uma postada só. Espero que esteja de agrado à todos o jeito pelo qual decidi lhes contar a historia. Ademais, tentarei ser o mais breve possível no lançamento dos eventuais capítulos, mas ressalvo que isto não impede de forma nenhuma o andamento prévio das ações da nova trama por si só. Contudo espero algumas críticas construtivas, caso eu esteja esticando demais, ou detalhando demais, ou demenos (porque é que essa palavra não existe?). Caso achem massante quase 3 mil palavras logo no primeiro capitulo, posso até mesmo tentar enxugar os seguintes.

Notas do Autor 2#: Já começo me desculpando. Narrar e controlar as personagens de outras pessoas é um trabalho realmente desafiador, algo que não acho que já esteja adepto a faze-lo. Ainda mais escrever e dar vida a uma personagem como a de Rivers (ora Han, ora Hana). Talvez seja Hana a personagem mais complexa e desafiadora de todo o forum, acho não, tenho certeza. Captar a alma, a essência, as características de fala, movimento, a própria narração pessoal dela não é um feito qualquer. Preferia até entrar em outras mil batalhas ao invés de faze-lo. Mas tinha de ser feito. Então o máximo que posso e esperar que não tenha ficado "tão ruim assim", pois narrar conversas e sentimentos já é um desafio e tanto nativo para mim, ainda mais de outras pessoas. Ademais, sobre os aspectos mais técnicos: O capitulo é um tanto mais individual, por tanto ele esta bem mais "enxuto" que o outro, tendo quase apenas metade do mesmo. Creio então que a leitura poderá ser breve e leve como de praxe. Sugestões, criticas, ou só comentários aleatórios aqui em baixo por favor.

Notas do Autor 3#: Último capítulo antes da reunião. Introduzi Kumo e seus habitantes mais notáveis, e importantes arranjos para o final que se aproxima, ademais é só. No próximo a ação realmente começa.

Notas do Autor 4#: Novo capitulo, estamos nos aproximando da reta final. Agora alguns mistérios novos foram criados, e os pretendo revelar nestes próximos que viram. Mistérios como "o que diabos realmente aconteceu com Mia?" ou "Quem é que atingiu o falso Kazekage?". Mesmo o forum andando meio morto, eu me comprometi a terminar este arco e eu o vou cumpri-lo! Mas, como este desanimo acredito que levara um tempo bem mais longo do que me fora previsto.

Notas do Autor 5#: Eu sei eu sei, o capitulo ficou imenso - bota imenso nisso; mas acredite em mim não havia jeito de fazer isso de forma mais simplificada, e olha que eu tive que me segurar muito para poupar detalhes, um capitulo como aquele precisaria de no mínimo o dobro do tamanho para ser completamente desenvolvido. Mas apesar de tudo espero que o resultado tenha ficado no mínimo satisfatório e que agrade pelo menos grande parte de vocês (si é que alguém ainda vai ta aqui pra ler).
Mesmo com quase 6 mil palavras eu ainda acho que muito coisa ficou meio superficial, as batalhas e alguns personagens podem (e deviam) ter sido melhor aproveitados, mas não é um livro que estamos querendo fazer não é? E sim só um desfecho final. O próximo capitulo - e último graçadeus - não tem nenhuma previsão para sair; pode demorar uma semana, um mês ou um ano, mas um dia sai.
Já peço desculpas adiantadas por erros de ortografia ou palavras trocadas, o texto ficou tão imenso que não tive como revisar detalhadamente, mas acredito eu que não tenha nenhum erro crucial. Ademais tenho quase certeza que devo ter trocado (ou esquecido) algum nome de algum personagem por ai.

#Capitulo anexado nos comentários abaixo;



Última edição por Big Boss em Qua 27 Jul 2016, 16:01, editado 5 vez(es)

2 Re: The End. em Seg 23 Maio 2016, 20:53





4# Masks:


Masks


Todos os preparativos estavam prontos. Os mais confiáveis e hábeis ninjas haviam sido escolhidos, e agora todos os Grandes Kages marchariam em direção à cúpula onde se reuniriam. Era quase como uma guerra, só que em vez de armas levariam argumentos e ideias, e ao invés de sangue desta vez escreveriam o destino com tinta.

Já estamos quase lá meu caro. Finalmente você conhecerá a verdade por trás da reunião, a verdade pelo declínio dos mais poderosos ninjas que já existiram. Mas estamos em um momento delicado, então veja bem, tentarei escolher minhas palavras com cuidado... A historia sobre como todos venceram o mascarado... Afinal, acho que esta não é realmente uma historia sobre romance, e sim talvez sobre superação, força de vontade e vitoria para aqueles que confiam no futuro esperançoso que buscam...

Chegaram à cúpula, em tempos distintos, o Hokage e um Anbu mascarado, o Mizukage e dois Jounnins quaisquer, Clarke que trouxe consigo Atsushi e Han, Ezreal que viera acompanhado de Hinara e Mei, e por último o Tsuchikage Wil que chegou sozinho. O Kazekage já estava lá a algum tempo.
Todos se reunirão juntos sob uma mesa redonda, apenas os seis sentados enquanto seus acompanhantes se mantinham de pé alguns passos afastados, mas ainda próximos de seus líderes. Eles, assim como os Kages, também tinham o direito de falar e manifestar suas ideias, embora a maioria preferisse se manter quieto perante tal situação, mas Hinara, ex-Raikage, deliberadamente participaria do rumo futuro que as nações pretendiam seguir.

A sala era enorme, realmente uma cúpula muito ampla. O teto era posicionado bem no alto, quase uns seis ou sete metros de altura. A extensão do perímetro era igualmente surpreendente, facilmente uns quase cem metros. No centro havia a enorme mesa circular, e dos lados completava a paisagem ambiental algumas dezenas de pilhares corridos pela extensão do lugar. As paredes, o chão, o teto e tudo mais ali eram feitos inteiramente de algum tipo de rocha especial, quase tão dura e resistente como o próprio aço. A sua espessura também era mais de um metro. Aquilo era um castelo, um que já estava ali por centenas de anos e ainda estaria a muitos séculos mais no futuro. A sala era no terceiro andar e não tinha janelas, apenas várias e enormes tochas que iluminavam tudo por ali. Alguns pequenos adornos de madeira completavam a imagem.

- Vejo que todos aceitaram meu convite. – Começou o Kazekage.

- Antes de tudo, exijo que se apresente Kazekage! De todos aqui, você é único desconhecido. – indagou Clarke – Eu sou Rainha de Ame, a conquis ~ - Havia começado sua habitual apresentação quando fora interrompida abruptamente pelo Kazekage.

- Contenha-se Amekage. Aqui você não reina sobre nada além dos seus escravos ai atrás... Outra, não precisamos nos apresentar, ser amigos, apenas discutir o maldito fim do mundo. – Finalizou cruzando suas mãos e encarando friamente a senhora da cidade chuvosa. O Kazekage era acompanhado apenas por uma mulher que mantinha uma mão pousada sobre seu ombro.

- Ora seu insolente! Como ousa falar ~- Interromperam de novo a Amekage, desta vez era o Hokage.

- Não acham que seria melhor mantermos nossos egos do lado de fora da sala?

- Concordo. Se for para continuar com esta birra infantil de quem manda mais que o outro, eu prefiro não perder meu tempo e voltar para minha terra. –
Disse o jovem, porém sábio, Raikage. Ele ousou se levantar por um momento, mas fora convencido do contrário pelo próprio Kazekage.

- Pois bem. Peço desculpas. Me chamo John. Apenas John. – Embora em tom mais amigável, o Kazekage não deixara de alfinetar a Amekage.

- Vocês são ridículos. Todos vocês. Domados por crianças como este Raikage. Digo-lhes como isso deveria funcionar, deveríamos escolher um de nós para ponderar sobre os demais, algo como líder representativo entre as nações, apenas para intermediar sobre os outros. E digo mais, essa posição nunca poderia ser confiada a uma criança que mal tem cicatrizes como estes Kages novos, então eu me candidato a esta posição. – Se impôs o Mizukage, frio e distante como de costume, sempre postulando seus planos maquiavélicos de um lado pra o outro, tentando conquistar vantagens preciosas.

- O que? Você? Alguém que mal conseguiu administrar e intervir em sua própria vila? Chamado de Rei Louco entre seus próprios habitantes? Eu nunca aceitaria nada vindo de você Mizukage. – Disse o Tsuchikage enquanto cuspia ao chão em sinal de repulsa contra Lelouch.

- Isto é uma reunião democrática! Portanto se acalmem e vamos decidir com votos. Eu começo. Escolho como representante: Ezreal. – Alto-votou-se o Raikage.

- Eu mesmo. – Disse o Mizukage.

- Eu mesma também. – Clarke por sua vez.

Os outros dois, Tsuchikage e Kazekage, também votaram cada um em si. Era uma cena lastimável onde não conseguiam parar de tentar atrair o poder apenas para si mesmo. Aquela votação jamais teria fim.

- Ezreal! – Gritou Modake silenciando todos os burburinhos que caminhavam pela sala. Todos voltaram seus olhares estupefatos para o jovem Hokage quando ele pusera um fim naquele impasse votando em seu (amor) amigo.

- Hm? Eu não vou obedecer ordem nenhuma vinda de alguém que mal tem a metade da minha idade! – Protestou Lelouch.

- O que está decidido não pode ser mudado. – Confirmou Clarke, que por mas que não concordasse totalmente ainda era melhor Ezzy como intermediador do que aquele Kazekage que considerava asqueroso.

Ez se manteve quieto. Obstante das reclamações, mas ciente da enorme responsabilidade que teria de agora para frente. Sua face neste momento já não era tão lisa e suave quanto antes, havia uma barba ainda não tão espessa, ma já o suficiente para lhe dar um aspecto mais firme em comparação à antes.

- Então podemos finalmente começar a discutir o que realmente é importante?? – Interviu Hinara quebrando com o silêncio desconfortante.

- Sim. Vamos falar ou não sobre aquele homem? A Akatuski e aquele homem Mascarado... – Iniciou Ez.

- Deveríamos todos reunir nossos melhores ninjas e partir com uma ofensiva direta contra seu esconderijo. Não acham? – Propôs Wil.

- Não façam isso. Vocês não sabem como aquele ser pode ser terrível, mesmo todos reunidos ainda deveríamos ter cautela... – Informou o Hokage.

- Concordo. O Mascarado foi capaz até mesmo de destruir Konoha e matar o antigo Hokage. – Continuou o Mizukage. – Yusuke era conhecido por ser um estrategista e tanto...

Clarke neste momento tinha um olhar baixo, sentindo de novo a cicatriz que nunca a deixava em paz, a marca da besta esculpida sobre seu ombro. Neste momento de tensão uma risada estrondosa pegou todos de surpresa. Vinha do Kazekage.

- Vocês possuem tanto medo assim daquele homem? Hahaha .... – Houve um silencio assustador na sala. Todos o olhavam com certa desconfiança. – Isso é muito engraçado. Sério, muito mesmo. Eu queria esperar até o final da reunião, mas não vou me aguentar deste jeito. Vocês, todos vocês, não é do Mascarado que deveriam ter medo, e sim de mim! Eu sou pior, muito pior do que ele! – Terminou sua frase enquanto sua aparência mudava, deixava aquela casca que se escondia e revela-se sendo um impostor, alguém que havia matado o Kazekage e tomado seu lugar. E no mesmo momento que fizera isso aproveitou o espanto de todos e pegou-lhes de surpresa impondo sua presença ameaçadora sobre todos os demais, os pressionando contra a parede de forma que malmente os olhos podiam mexer. Era quase como se controlasse algum tipo de energia gravitacional estranha. Agora, todos os demais Kages e acompanhantes, estavam restringidos de seus movimentos, e apenas o Kazekage e sua acompanhante, Alba, estavam livres e rindo maleficamente pela sala.

Bem, acredito que eu tenha me enganado de novo. Esta não é uma historia de como os Kages venceram, e sim de como eles lidaram com suas perdas. Independente do que lhes contarei em seguida, todos perderam algo...

- Como você se atreve a ter a ousadia de fazer isso KAZEKAGE?? – Exclamou Clarke tentando se libertar do controle do outro Kage.

- Melhor dizendo, como você pode ter sido TÃO BURRO de achar que pode enfrentar todos nos juntos?? – Disse Lelouch quase rindo, mas ainda incapacitado de se libertar assim como os outros.

- O que? Vocês não podem nem se mexer e ainda acham que podem manter estas posturas duronas? Eu vou mata-los. Fiquem cientes disso. Mas antes, vamos eliminar esses lixos daqui para que possamos conversar. – Disse o Kazekage enquanto puxou o Anbu que acompanhava o Hokage em sua direção, parecia usar o mesmo tipo de energia gravitacional, mas em sentido contrário de antes. Com isso usou sua Katana escondida e decapitou o ninja sem mais e sem menos, um simples balançar da lâmina e ceifou a vida daquele Anbu. Pretendia fazer isso com todos os acompanhantes ali presentes, inclusive com Hinara.

Aquele sangue espirrando, pintando a parede como um artista abstrato, escorrendo pelo chão e levantando aquele cheiro de morte. Um cheiro que todos ali já a muito estavam acostumados. Tudo aquilo em conjunto despertou velhos sentimentos especiais na Amekage, quase como um arrepio profundo em sua alma, um ser celestial a coçando de dentro para fora, rasgando seu caminho entre seu espírito até a realidade de sua mente. Um ser chamado Futuro. Aquela cena cruel funcionou como um gatilho involuntário sobre seus dons e encheu seus olhos com um estranho brilho roxo, que não tardaria em revela-la o futuro que os aguardava. De repente sem nenhuma explicação Clarke pareceu perder o controle sobre si e começou a balançar a cabeça de um lado para o outro como um ataque frenético enquanto gritava alguma coisa tão histericamente que quase não conseguiam compreender, algo que soava como: - TODOS NOS VAMOS MORRER! TODOS NOS VAMOS MORRER! TODOS NOS!.... – Clarke continuava a gritar e gritar interruptamente por quase alguns minutos, até que de forma tão inexplicável quanto ela simplesmente desmaiou. E apenas alguns segundos depois ela pareceu recobrar a consciência, ainda mais assustada do que os demais que nesta hora apenas observava sem terem como expressar nenhuma outra reação a não ser espanto.

O falso Kazekage apenas gargalhava alucinadamente pelo fato da mulher de Ame ter dito apenas o óbvio perante seus conceitos, pois ele pretendia matar a todos!

- Não Amekage.... Vocês todos não morreram assim... – continuou Atsushi, o guardião que viera acompanhando Clarke. – Eu passei a vida invejando os grandes homens que lutavam ao seu lado, e que te protegiam com seus poderes inalcançáveis. Deuses. Todos malditos deuses! Mas hoje será diferente, hoje suas vidas serão salvas por mim! – neste momento sua voz já soava aguda como um grito – Olhem para mim! Só desta vez! Vejam como um mortal também pode protegê-la minha rainha! – Seu corpo começou a emanar uma energia tão densa que chegava a ser visível, seu chakra se inflamava em uma quantidade que parecia explodir de dentro para fora. Seu corpo começou a mudar de cor como se todos seus poros exalassem energia pura. Seu cabelo se arrepiou e seus olhos perderam a humanidade se tornando totalmente brancos, como um último recurso de vida. – Abra... OITAVO PORTÃO! O PORTÃO DA MORTE!

Neste instante sua força foi tremenda que abalou toda a estrutura do prédio, as paredes racharão junto do chão e até mesmo uns fragmentos do teto começaram a cair. Tudo estava prestes a ruir. Com tamanho poder o homem que desafiava os deuses conseguiu se libertar do controle gravitacional do falso Kage, que neste momento encontrava-se perdido em meio ao espanto daquilo que acontecia diante seus olhos, diante do tamanho do sacrifício que aquele fiel guardião era capaz de fazer.
Atsushi ganhou uma velocidade e força incalculáveis, o poder da própria vida em si. E a cada movimento que seus músculos executavam ele sentia uma dor indescritível, como se cada osso de seu corpo se quebrasse e esfarelasse em pó.
Ele foi cego em direção ao oponente, cruzando a sala tão rápido que nem mesmo o Sharingan podia acompanhar, e eu juro que se não fosse por aqueles olhos estranhos que o falso Kage tinha ele próprio não teria tido tempo de reagir, mas teve. O único movimento que conseguiu foi levantar os braços em mira do homem que se suicidava em sua direção e lançar sua mais poderosa remessa de poder gravitacional, aquele o qual chamara de – SHINRA TENSEI!

Agora Atsushi continuava andando em direção ao homem, já não tão rápido, passo por passo, lutando contra uma força natural cósmica como a gravidade que o empurrava na direção contrária. Nesta altura, todo o prédio atrás do homem já havia sido varrido para longe ao ser chocado com tamanha força do Shinra Tensei, e a cada passo que dava sobre o solo uma nova rachadura se criava enquanto seu pé se aprofundava quebrando o concreto do chão. Ambas as forças imprescindíveis se chocavam, a força do auto-sacrifício e a força da loucura gravitacional.
Mas Atsushi ganhava, e pouco a pouco chegava mais perto. Todos os demais na sala continuavam paralisados, esmagados contra a parede, e mesmo com todo aquele barulho conseguirão escutar o último grito de dor de Atsushi – Arrrggghhhhhh – que agora já totalmente sem consciência usava o último resquício de sua vida para cruzar totalmente a sala até o Kage atravessando por dentro daquela força como se ela já não fosse nada. Ele chegou até o falso Kage e desferiu seu soco mais profundo, sentiu seu punho pesado, cortando o próprio véu ou membrana da realidade, sentiu como se seu soco carregasse o poder de dezenas de sois explodindo dentro de si. Um soco tão poderoso que apagaria a existência daquele homem o transformando em mera poeira cósmica. O deslocamento ergueu uma poeira enorme que, junto do chakra denso e monstruoso, impedia a visão de qualquer um ali.

Após alguns segundos a poeira abaixou. Nem mesmo as paredes rangiam, nem um barulho sequer era ouvido, apenas as respirações pesadas ofegantes de todos ali. Os Kages se soltaram da parede à medida que o Shinra Tensei que os segurava cessou. Quando puderem perceber Atsushi estava estagnado em posição de combate, com o punho esticado como se tivesse disparado um soco. Mas seu corpo já não exalava poder, nem mesmo exalava qualquer outra coisa, apenas morte. Em sua frente, o falso Kage jazia de pé, igualmente estagnado, mas com um olhar amedrontado e apenas a alguns centímetros de distancia do punho que teria tirado sua vida. O pobre Frank mal conseguia respirar, nem mesmo pensar conseguia, apenas ponderava sobre o fato de ter sobrevivido por mera crueldade do tempo, ou quem dera destino. Se Atsushi tivesse um segundo a mais de vida para queimar o resultado desse último soco teria sido totalmente diferente. Mesmo assim, mesmo não tendo acertado seu alvo, um buraco enorme foi feito na parede atas do falso líder, tudo aquilo com um simples deslocar de vento.

O falso Kazekage voltou a gargalhar em sua própria alucinação, rindo talvez da ironia do mundo. Neste instante os outros convidados já começavam a se levantar e se posicionar para a derradeira batalha. Frank não os conseguiria pegar distraídos com aquele poder gravitacional, agora a luta pela sobrevivência seria direta.

- Atsushi... – sussurrava a Amekage, quase inaudível. Ela estava parada, de joelhos sobre o chão, desamparada por tudo que se sucedeu tão rápido. A decapitação inesperada, a visão de morte e seu guardião se auto-sacrificando pelo em seu nome. Ela não sabia o que fazer, não sabia como seguir. Mas a vida não daria tempo para que ela se resolvesse com seus problemas, muito menos aquele sádico homem. Enquanto todos saltavam de um lado para o outro, trocando outras sequencias de golpes, faíscas entre as lâminas e rajadas das mais variáveis possíveis, entre tudo isso, enquanto Clarke ainda estava indefesa uma tormenta de fogo voou em sua direção, ela nem sequer percebeu até que sentiu o calor do fogo que se aproximava queimando seu rosto. Não tinha tempo para se defender, nem sequer tempo para esboçar alguma reação.

– Clar...Clarke...CLARKE! – gritou uma voz feminina e muito conhecida pela rainha de Ame – Levante-se! Precisamos de você! – Dizia Han pouco antes de erguer uma barreira que protegeu ambas da rajada infernal de fogo. A Amekage agora mesmo visivelmente abalada voltava a si, recobrando o pouco de juízo que lhe restava. Agora, todos os cinco Kages restantes se uniriam na ofensiva contra o falso intitulado Kazekage.

Lelouch tentava a todo custo prende-lo em alguma espécie de Genjutsu ocular, sem sucesso nenhum devido aos olhos que aquele homem possuía. Modake e Ezzy mesclavam suas habilidades em conjunto, hora usando ataques de fogo e eletricidade, hora alternando entre suas habilidades únicas de Uchiha. Ambos juntos invocaram cada um uma espécie de gigante incorporado de chakra, que combinados conseguiram acertar um ataque que arremessou Frank ao ar o fazendo bater as costas contra o teto, neste instante Hinara se aproveitou para também saltar ao ar e tentar acerta-lo com algumas dúzias de ataques especiais – 64 palmas – que não obteve sucesso uma vez que o homem a repeliu com uma rajada de Shinra Tensei.
Clarke e Will se juntaram em uma ofensiva só, combinando dois tipos de elementos que combinariam em um único ataque mais devastador. Frank esticou os braços e pareceu os absorver com algum tipo de técnica estranha, e logo após isso, destes mesmos braços foram atirados alguns foguetes em extrema velocidade, por sorte Han estava o tempo todo atenta a estes movimentos a fim de servir como defesa e suporte. Os outros tentavam o que podiam, Mia até desferia alguns golpes, mas ela estava demasiadamente longe do nível daquilo. Logo ela optou por deixar a batalha para os Kages e passou a concentrar seus esforços em curar os necessitados. Os dois Jounnins do Mizukage já haviam sido desmembrados em algum ponto da batalha, enquanto o próprio Lelouch continuava la, como sempre ele nunca parecia se esforçar como deveria, talvez ele já tivesse perdido o gosto por batalhas sem sentido, não, em toda verdade ele já havia perdido o gosto por ajudar as pessoas. Mas ainda assim via ali a oportunidade de conquistar a liderança entre as nações, de provar seu valor e superioridade para os outros Kages, e logo então passou a demonstrar seus verdadeiros poderes.

Frank por sua vez contra-atacava tudo isso com invocações de bestas infernais, criaturas horrendas que carregavam o mesmo olhar peculiar - um doujutsu lendário. Seus poderes garantidos pelo Rinnegan também faziam uma afronta perigosa, sobretudo por ser um poder tão versátil e completo. Defesa, Suporte e Ataque. O Rinnegan mostrava-se não tendo pontos fracos. O falso Kage aproveitou de um momento de fadiga dos Kages, em que usaram de um ou dois segundo para pegar um pouco de ar, e se levitou entre a sala com os braços abertas. – AGORA O MUNDO DEVERÁ CONHECER A VERDADEIRA EXTENSÃO DOS MEUS PODERES! – Gritou o homem sádico. Estava preparando seu ataque máximo, uma onda gravitacional tão potente que varreria quilômetros de distancia, os Kages jamais poderiam estar preparados para aquilo.
O homem alucinado gargalhava cruelmente do alto da vasta sala, sua risada era maléfica e ele parecia estar aproveitando cada segundo daquilo, Frank sentia um prazer que nem ele mesmo compreendia pelo conflito. Ele já estava na posição certa, já havia carregado todo seu poder e agora estava pronto para liberar “a dor sobre o mundo”, mas fora neste momento que suas risadas ensandecidas pararão, seus olhos se estagnaram olhando para o nada e seus níveis de poder foram perceptivelmente jogados no limbo. De sua boca escorria um líquido vermelho, dançando entre seus lábios e escorrendo suavemente pelo canto da boca, até que então grosseiramente ele tossiu um amontoado do mesmo sangue para fora. Apenas então, bem no centro do seu peito, é que puderam presenciar a ponta de uma lâmina o atravessando gentilmente, tão delicada e precisa quanto um corte cirúrgico.

"Quem fez aquilo? Quem fora que atravessou seu peito com uma lâmina?"
"[....]"


5# Morte:


Morte



"Você não consegue ligar os pontos olhando pra frente; você só consegue ligá-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos se ligarão algum dia no futuro. Você tem que confiar em algo – seu instinto, destino, vida, carma, o que for. Você apenas tem que acreditar que um dia alguém descobrirá e conectará estes pontos, só assim o panorama completo poderá fazer sentido."

- Steve Jobs    



Atrás do falso Kage se manifestou uma sombra, um vulto, um ser que logo tomou forma e começou a observar todos ali através da única abertura em sua mascara, localizada exatamente sobre o olho direito. Desta abertura era possível enxergar aquele maldito brilho rubro, tão denso e vivo como o sangue que Frank cuspia, e dele o terror se espalhava pela mente e coração de todos que o viam.
Ele havia chegado.
Segurando o corpo de Frank pelas costas, com a espada ainda cravada em seu peito, ambos desceram até o chão, o Mascarado com aquela postura fria e indiferente, e Frank que já estava sem forças - seu corpo já estava relaxado quase querendo se jogar ao chão e seus olhos já não tinham mais aquele brilho de vida. Neste instante todos estavam perplexos, espantados o suficiente para não conseguirem dizer nem uma palavra sequer, nem mesmo produzir algum som. Pareciam mudos.

- Voceee?? Como? – dizia Frank entre uma tosse de sangue e outra – Eu quem iria mata-lo... eu quem iria governar todo este mundo.... – Sua voz soava baixo, onde apenas o homem que o segurava poderia escutar. – Era... Era... Meu destino... – foram suas últimas palavras, não que ele já tivesse partido, mas sim que não possuía mais nenhuma força nem mesmo para conversar, mas quem sabe ainda restasse alguma para ouvir.

- Destino? – disse o Mascarado em um tom igualmente baixo – Você não sabe nada sobre seu destino... Minha criança. – Era uma conversa particular entre ambos – Eu lhe dei seu destino. Tudo o que você é, tudo o que você fez, tudo aconteceu porque assim era minha vontade. Você é apenas uma das minhas sombras, um dos meus fragmentos que eu usei para cumprir meus próprios propósitos. Seu destino, não, melhor dizendo sua missão era somente reunir todos os Kages em um único lugar, para que então eu os possa esmagar junto de tudo mais que exista nesse mundo. – prosseguiu o ser vil. Neste momento a única expressão de Frank eram seus olhos arregalados, um amargo na garganta e um desprezo profundo crescendo em sua alma. – Toda sua vida é falsa. Você foi criado por mim, e viveu neste mundo de ilusão controlado pelas minhas mãos.

- I-iss-o não é possív-el... Urgh... coff... Eu sou Frank... EU EXISTO! – Disse o falso Kazekage gastando suas últimas forças provenientes do ódio e desprezo que acabava de adquirir, quase como um esforço final já quase morrendo afogado com seu próprio sangue. – Existe? – começou o Mascarado. – Tudo que você “acha” que viveu é uma mentira. Até mesmo Alba, sua fiel companheira é uma ilusão minha haha. Acho até que ela é um dos meus melhores feitos, uma truque cruel e demoníaco que ficaria ao seu lado, sempre te convencendo do que deveria fazer, te manipulando, garantindo que você atingiria o que foi criado para atingir. E toda hora te enchendo de esperanças, o fazendo “viver”. Qual seria a graça de dar vida a um ser que nem ele próprio acreditaria estar vivo? Você precisava acreditar na sua própria existência, na sua própria convicção, ou jamais conseguiria reunir todos estes tolos aqui no mesmo lugar. – O mascarado tinha um sorriso maléfico em seu rosto oculto. – Você nasceu do nada, viveu como Frank, mas agora morrerá como um ninguém. Sozinho. – talvez esta fosse a derradeira tortura, neste momento o Mascarado mostrava o que ele realmente era, um demônio cruel e sádico, um demônio que alimenta a alma de uma pessoa com esperança apenas para que depois possa devora-la vagarosamente.

Puxou Frank pelos ombros e jogou brutalmente contra a parede, e la ele ficou, caído sentado com as pernas sobre o chão e seu dorso recostado sobre os escombros às suas costas. Seus olhos não tinham vida, sua expressão não tinha vida, e agora sua alma também não tinha. Mas ele não estava morto ainda, ele respirava, mas o sangue continuava jorrando pela ferida da espada. Sua visão estava ficando turva e escurecendo, a última imagem que veria seria de Alba se aproximando, andando calmamente e desparecendo aos poucos em forma de manchas carmesins em meio ao ar. Como uma névoa de sangue. Sua visão apagou, mas ele ainda respirava por algum tempo que nem mesmo eu saberia lhes contar.
Teria sido tudo aquilo verdade? Teria Frank sido apenas uma mera sombra do próprio Mascarado? Ou aquela historia seria a “própria ilusão” do ser demoníaco? Ninguém jamais saberá. Independente da verdade ambígua, ele havia destruído o falso Kage de uma forma que nenhum outro ser jamais pensaria em fazer.

Neste instante Clarke e Hinara estavam desabadas sobre os joelhos, Modake e Ezzy se apoiavam um no ombro do outro tentando ainda ficar de pé, e os demais tentavam recuperar o ar e as forças para poderem dizer algo. O verdadeiro combate ainda nem havia começado.

- O-o que você faz aqui Mascarado?? – Embora fosse um pouco óbvio, esta era quase uma pergunta automática – Você não pode contra todos nós juntos, somos oito contra um. Vindo até aqui você nos poupou um grande trabalho. – Prosseguiu o Mizukage.

- Deixe-me colocar algumas cartas na mesa, pequeno Mizukage. (ativo cilindro mágico se fodam ai) Me diga, vocês todos estão aqui não é? Bem, os Kages, e os mais confiáveis e poderosos ninjas de suas aldeias, protetores de suas nações. Mas se todos estão aqui quem é que está cuidando de seus respectivos lares? – O mascarado se induziu em um riso maléfico enquanto os outros iam ficando cada vez mais perplexos. – Eu pretendo acabar com vocês aqui enquanto meus subordinados destroem suas vilas de dentro para fora. Eu sei, vocês ainda possuem certos ninjas habilidosos por lá, mas e se eu lhes contasse que justamente estes Shinobis é que estão do meu lado? – Os Kages já engoliam a seco toda sua coragem e deixavam o medo tomar conta de seus corpos. O mascarado esticou a mão sobre o ar e logo atrás de si surgiu um portal enorme, quase como um enorme espelho arredondado que lhes permitia enxergar algum local do outro lado.

Era Kumo.
No portal podia se ver um ninja com algum tipo de habilidade específica que o permitia controlar papéis como arma, ele e mais um pequeno grupo promovia o caos sobre a aldeia. Destruíam e massacravam tudo que encontravam pela frente, um completo caos. Seus olhos piscavam uma cor rubra cintilante, também estavam extremamente dilatados e os ninjas pareciam não possuírem consciência. O portal trocava de imagem, alterando entre as grandes aldeias, todas se encontrava na mesma situação. Mas a pior delas era sem dúvida Ame, havia chamas por toda parte e de alguma forma a chuva havia cessado, aquilo não era um bom sinal. Havia dois seres em destaques, um Uchiha e um outro jovem ninja conhecido como Gurei, o Uchiha estava no mesmo estado do ser de Kumo, totalmente entregue ao poder maléfico do Mascarado, no entanto o outro não possuí sinais de domínio mental, ele simplesmente simpatizava com aqueles ideias.

- Maldito, Malditoo. – era o que sussurravam constantemente os Kages.

Neste instante a imagem ainda mostrava Ame, e agora seu foco parecia ser em alguma sala bem trancada, talvez dentro da torre da Amekage. Havia uma garota, ela carregava fortes semelhanças com Clarke...O destino é realmente um ser cruel. Era Kazehana, encurralada sem saída enquanto os soldados de ninjas controlados marchavam em sua direção. Ainda demorariam alguns minutos para alcança-la, mas um tempo que escorreria inevitavelmente culminando em sua morte. Clarke, pela primeira vez, tinha lágrimas escorrendo por sua face.
O portal se fechou.

-Ah e mais uma coisa, você não é muito bom de cálculos não é garoto da névoa? Não são oito contra um e sim seis contra seis. – Neste instante o homem ergueu ambos os braços e três caixões se levantaram atrás de suas costas, suas tampas caíram e revelaram os corpos sem vida, mas animados, de três ninjas. Kakaxe e Attsuya de Konoha e Ayumi de Kumo. Muito do que estava acontecendo ficou claro neste momento. Mascarado possuía um ninja com uma habilidade muito específica do seu lado, o Uchiha que tinha os olhos que podiam controlar qualquer individuo sem ele nem mesmo notar. Dobrava a vontade de seus adversários e fizeram deles sua própria armada. Por isso o brilho estranho no olhar daqueles seres de antes.

Mas mesmo com tudo isso, a conta ainda não batia. Agora eram quatro contra oito. Mas o Mascarado prosseguiu. – Venham até mim, está na hora da derradeira batalha. – Com suas palavras Han, de cabeça baixa começou a caminhar até o Mascarado, enquanto passava por Clarke ela pareceu sussurrar algo como “Desculpe...”. Do outro lado da sala, Mia também fizera o mesmo, mas esta também carregava o brilho estranho nos olhos criado pelo controle mental imposto pelo servo do Mascarado.  – Agora podemos começar não?

- Mia não! Você vai pagar por isso seu maldito! – Bradava Ezzy contra o ser a sua frente.

O Mascarado se pôs em posição de batalha junto de seus subordinados. A batalha final vai começar.

- Hey... Hey!! Não durma! Agora finalmente chegamos ao ápice da historia, acho que era isto que você estava esperando desde o inicio não? Mas veja bem, antes você ainda não estava preparado, mas agora meu amigo, agora você saberá como tudo realmente aconteceu...

Ezreal foi o primeiro a começar algo, colocou a mão para traz ta cintura e havia começado a puxar algo, talvez armas ninjas ou algo do tipo, mas não houve tempo para que ele terminasse sua ação, Mia fora mais rápida e em um único instante, com um único soco, conseguiu destruir todo o solo aos seus pés, assim desta forma toda a sala começou a desmoronar para o andar inferior. Apenas os pilares completamente maciços permaneceram no lugar. Intactos, quase como se todo aquele local tivesse sido construído estrategicamente para isso. Mas como poderia? Ele havia sido construído há séculos atrás, a não ser é claro que se o Mascarado fosse... Bom, vamos continuar.

Após toda a confusão todo mundo se encontrava em algum andar inferior. Alguns haviam caído logo no andar abaixo, outros caíram em algum ainda mais profundo. Mas toda parte parecia uma espécie de labirinto gigante, com placas de pedra e rochas espalhadas por todo lado, destroços do que era o nível de cima. Havia também aquela poeira comum, acinzentada, levantada por toda aquela confusão, ela por si só já dificultava a visão.
Ez e Clarke aparentemente estavam juntos, fora ele quem a ajudou a levantar-se dos escombros. Os ouvidos de Ezzy estavam aguçados, talvez um aprimoramento temporário que a adrenalina criava em seu corpo, ou melhor, adrenalina e raiva. O jovem Kage podia ouvir ao longe zumbido de lâminas se chocando.

- Vamos Kazekage! Não temos tempo pra perder aqui, vamos ajudar os outros. – Dizia ele já tentando localizar com exatidão o local da batalha. – Por aqui. Eles estão logo ali, posso ouvi-los. Venha, nos dois juntos certamente derrotaremos aquele maldito. Vamos... Vamos Clarke! – Corria na direção que havia determinado, confiante na ajuda da Amekage.
Mas Clarke ainda estava abalada por tudo que acontecerá instantes atrás, parecia distante, longe dali, longe de si mesma, pensando constantemente em Ame e em sua filha.

- Raikage... Eu sinto muito.... – Clarke mantinha a mão dentro de sua bolsa ninja enquanto ainda ficava desmoronada de joelhos ao chão, com esta mão apertava fortemente um pedaço de metal frio, algum tipo de kunai, mas diferente das demais – ela tinha três pontas. Era quase como se aquele pequeno pedaço de aço tivesse alguma ligação sentimental, alguma ligação mais forte do que podemos sequer explicar.

Ez já estava de frente com o mascarado, apenas poucos metros os separavam. Do outro lado da sala o Mizukage enfrentava dois oponentes ao mesmo tempo, duas reencarnações, uma dela era aquele de olhos rubros que controlava as pessoas. Era deles que vinha o barulho de antes. Ezzy olhou para Lelouch quase como o convidando para se juntar à luta contra o antagonista principal. Mas Lelouch deu de ombros e continuou seu combate. No momento seguinte seus oponentes saltearam entre festas acima e se direcionaram a outro local, Lelouch os seguiu sem pestanejar. O Mizukage tinha um grande interesse naquele oponente, na verdade, nos olhos daquele oponente.

- Não importa! Nos ainda vamos derrota-lo, não importa como! – gritava Ezzy.

- “Nos”?

Clarke não havia vindo. Ez estava sozinho.

Clarke havia desejado com todas suas forças poder estar lá, em Ame, defendendo sua filha. Aquele sentimento transbordou de sua alma e alcançou aquele que mais precisava. “- Leve isto! Se você realmente precisar, eu vou sentir. -“ Foram as palavras de um homem chamado Bravado quando lhe entregou aquela Kunai peculiar instantes antes da Kage deixar Ame. E ele estava certo. De alguma forma, de algum jeito, seus corações pareciam conectados e os sentimentos da Kage o alcançaram. Ela desapareceu como um raio dourado, um teleporte, direto para Ame.

Ezreal sacou sua Katana. – Não irei recuar. Meu dever como Kage é proteger todos de Kumo, e eu vou leva-lo até o fim... Mia, eu te trarei de volta! – Os olhos de Ez estavam distantes, frios e sem vida, uma certa tristeza quase melancólica transbordava deles, pois era exatamente Mia quem se colocará entre ele e o Mascarado.

O garoto se moveu com enorme velocidade pela lateral quase rente a parede, a garota o acompanhou na mesma velocidade. Logo o interceptou e começou a desferir uma chuva de socos em sua direção. Ez mantinha os olhos bem abertos, olhos rubros e desenhados, era o Mangekyou. Com ele se tornava fácil prever cada ataque, o ataque após o ataque, e até mesmo o décimo movimento que ela faria.
Não revidou.
Apenas continuou se esquivando e na primeira oportunidade saltou por cima dela em uma brecha de um soco interligado por um chute que viria logo a seguir. Atingiu o Mascarado com um intenso corte lateral, mas que infelizmente atravessou reto cortando a parede as suas costas. O homem era intangível.

O Mascarado virou os olhos em direção ao Raikage, agora totalmente exposto pelo golpe que falhou, e ao tentar levantar uma das mãos em sua direção percebeu que do outro lado da sala uma enorme avalanche de chamas vinha em sua direção. Foi necessário apenas um piscar de olhos e então um grande leque se materializou em uma das suas mãos, se tratava de uma das imensuráveis armas lendárias. Através dela uma parede de água impenetrável se levantou.
O fogo não foi um problema.

Agora, após todo o vapor se dissipar, era possível notar que Modake estava lá também. Mas não só, e sim acompanhado de Han que o mantinha ocupado em uma batalha feroz. Mas debaixo de alguns escombros alguém apareceu abrindo caminho através das rochas apenas com os punhos, era Hinara vindo de um dos andares inferiores. Tinha em seu braço um dos corpos revividos – Kakashi -.
Han recuou para o lado do mascarado.

Mesmo ela sendo uma das mais habilidosas Kunoichis ainda teria dificuldades em combater dois Kages ao mesmo tempo. Outro ser do exército dos mortos apareceu subitamente ao lado de seu mestre. Era aquele que usava o símbolo de Kumo e possuía uma habilidade peculiar de teletransporte.
- Vá. Prepare aquele local para a chegada dele. – Disse o Mascarado. O lacaio apenas concordou com a cabeça e despareceu no ar, como um relâmpago dourado. O que mais aquele ser diabólico planejava?

Neste ponto, Ezzy já havia se reagrupado com os outros dois, do mesmo jeito que Mia, Han e o Mascarado também formavam um trio.

- Eu cuido do Mascarado. – Adiantou-se Modake. De alguma forma ele se sentia responsável por ele. Afinal, Konoha e o Mascarado estão há muito tempo interligados.
- Deixem Mia comigo. Vou trazê-la de volta!
Então, obviamente, Hinara ficaria encarregada de Hana.

- Acho que vocês não sabem do meu verdadeiro plano ainda não é? Bom, então vamos fazer como naquelas historias (de sessão da tarde) onde o vilão conta seu plano maléfico e acaba mostrando aos mocinhos como impedi-lo. Mas não se animem, não há como me impedir e você definitivamente não sairão daqui.

Os Kages estavam paralisados, talvez medo, terror ou apenas cansaço. Não importava o motivo, quanto mais se abalavam mais o Mascarado estava perto do êxito.

- Eu vou alimentar o Gedo Mazo com as cinco armas mais poderosas do mundo, também vou usar o chakra de vocês assim que eu terminar de mata-los. E bem, essa Nibi será um grande bônus extra. Mas porque alimentar o Gedo não é? Talvez isso seja complexo demais para mentes tão pequenas como a de vocês. – Seu olho rubro brilhava como nunca e seus braços abertos ao ar demonstrava toda sua confiança aterrorizante. – Mas do mesmo jeito acho que merecem saber já que em breve irão morrer. Através do Gedo, irei lançar o Selo do Dragão Fantasma em uma escala global, e com ele ceifar a vida de cada pobre homenzinho deste planeta. Enfim vou restaurar o mundo para o início de tudo (quando apenas a glória Maria, Gretchen e o menino Zagalo eram vivos – e os dinossauros), antes dos homenzinhos se arrastarem do lodo e lama e caminharem para cima do mundo com sua arrogância e ganância sem limites.
Havia surpresa até mesmo no olhar de Hana, era claro que ela mesma estava a par dos verdadeiros planos do seu senhor.

- Mas chega de falar sobre o fim do mundo – continuou o homem – e vamos (falar da nova teckpix) fazê-lo acontecer! – Neste instante seu olho rubro perdeu os três tomoes e começou a tomar a forma de um desenho, e em seguida, outro desenho se manifestou sobre o primeiro. Era o lendário Fuumetsu Mangekyou Sharingan, a forma mais perfeita e evoluída dos poderes amaldiçoados dos Uchihas.

Os dois Uchihas presentes seguiram a deixa e ativaram seus poderes oculares mais evoluídos. “Agora é tudo ou nada, não há sentido em preservar mais a minha visão” pensava Modake.

- Não fale como se fosse um Deus! Você é apenas mais um bastardo maldito e vai morrer sangrando e podre como qualquer outro humano como nós! – Gritou Ezreal. Sua raiva estava no ápice. Junto do medo e terror.
Todos estavam assim.

Como planejaram, se dividiram cada um com seu respectivo oponente. O Mascarado e o Hokage ativaram seus respectivos Susanoos, mas estavam em níveis completamente diferentes. Nem mesmo um Kage podia ficar a altura dele e em poucos minutos Modake começava a perceber que estava em grande desvantagem. Não mais que cinco minutos e ele foi arremessado violentamente contra a parede sendo logo em seguida soterrado por destroços causados pelo seu próprio impacto.
Hinara e Hana se mantinham equilibradas. Hana utilizava principalmente suas correntes e Hinara já começava a apelar para suas habilidades de Jinchuriki. Assim como seus companheiros, esta era a derradeira batalha final e não havia motivos para se segurar.

Ezzy não atingia Mia, de forma alguma, apenas tentava imobiliza-la da forma mais gentil que pudesse. Não era fácil, não contra alguém com uma força tão violenta. Mas O atual Raikage estava prestes a ter sérios problemas uma vez agora que teria que encarar diretamente o Mascarado. O primeiro ataque do Líder da Akatsuki veio de cima, onde um portal se formou e uma lâmina saiu tentando pegar seu oponente de surpresa. Ele podia fazer isso. Criar portais e interligar sua espada que podia se estender por incontáveis metros. Uma combinação perfeita que poderia ser feita de qualquer ângulo existente.

Sangue jorrou pelo chão. Era do Raikage que havia sido atravessado pela lâmina...
No braço. Para seu alívio.
Com toda certeza ele teria sido morto agora se não fosse por seus olhos frenéticos que percorriam cada canto da sala em milésimos de segundos. Estava dando tudo de si, explorando limites que nem achava que conseguiria.
- Arghh...
- Você esta bem Ez? – Gritou Hinara do outro lado da sala.
- Não foi nada. Se foque na sua oponente, logo termino aqui!

Hinara ainda demorou mais um segundo olhando as feições de Ezreal. Cada detalhe do seu rosto esbanjava determinação, ele emitia uma força que contagiava seus companheiros. Mas será que ele realmente se sentia assim por dentro? Hinara concordou com um sutil movimento dos olhos e voltou-se a Hana, desta vez liberava por completo sua bijuu e todo seu poder. Por sorte, Hana seguia mantendo a luta equilibrada tentando suprir o monstro de duas caudas com suas correntes e técnicas especiais.

“Ele pode criar portais! O que significa que seus ataques podem vir de qualquer direção. Não posso abaixar a guarda.” Certamente pensava Ez. O jovem Kage ativou novamente seu Susanoo em potência máxima, criando um ser que formava uma espécie de escudo em uma área bem ampla em sua volta. Mas não funcionava apenas como uma proteção, dentro dele também estava Mia, que não sairia de la de dento tão cedo. Assim conseguiria manter-se a só com ela tempo suficiente para poder quebrar a ilusão da Akatsuki em sua mente. Ez prosseguiu em direção à garota para paralisa-la com um de seus Genjutsus, não podia perder tempo. Nem mesmo esta defesa podia segurar o Mascarado por muito tempo.

A deidade Uchiha era transparente, e através dele Ezzy conseguiu visualizar seu oponente preparar mais um ataque. Novamente ele sacou a espada e a golpeou sobre o ar vazio, mas a espada fora cortada ao meio por um portal e transportada para outra área, acho que nem mesmo a defesa suprema não podia conter teleportes. Mas Ez também sábia disso. Imediatamente os olhos do garoto Uchiha começaram a revirar-se procurando em todas as direções e sentidos atrás da distorção que o portal criava. Não havia nenhuma ainda.
Ez estava de costas para mia e do nada uma surgiu bem à sua frente. Um portal. Um ataque tão simples e direto que nem parecia ter sido orquestrado por aquele homem.
Ez não se moveu.
Sacou sua espada e pôs ela como escudo, ao mesmo tempo em que tentava criar uma outra camada de Susanoo sobre sua lâmina, e mesmo não tendo a certeza que conseguiria ter tanto controle no calor do momento o rapaz não desviou. Ele sabia que se desviasse Mia seria diretamente atingida pela Kusanagi. Este era seu ponto fraco. E seu oponente ardiloso também sabia disso, e o exploraria como pudesse.

Ele conseguiu controlar uma segunda camada do seu poder e criou uma espécie de crosta de ossos sobre sua lâmina, uma defesa que certamente resistiria àquela investida. Isso deu um segundo de tranquilidade em vão para sua mente.
E este fora seu maior erro.

Não houve impacto da Kusanagi sobre sua defesa. E aos poucos Ezzy começava a sentir o gosto amargo do seu próprio sangue subir por sua garganta. “Onde?? Como?? Eu tenho certeza que olhei todos os ângulos possíveis!” era o que passava pela mente de Ezreal. O jovem Kage de fato havia mantido o foco constante em todos os pontos em que poderia surgir um ataque, exceto um. O mais cruel que ele nunca se custaria a acreditar. A distorção dimensional fora projetada diretamente dentro de Mia, e a Kusanagi eclodiu de seu estomago apunhalando o Raikage pelas costas. Aquele golpe era cruel demais, talvez demais até mesmo para um ser como o Mascarado.
Mas a guerra era assim.
Será que realmente tinha um limite para as atrocidades em uma batalha? Será que havia um limite ético ou moral? Ou será que a vitoria devia ser alcançada a qualquer custo?

Mia caiu. Mas Ez a segurou antes que tocasse o chão. Agora o jovem Kage estava ajoelhado sobre os destroços do chão enquanto segurava Mia em seu colo, os olhos da moça pareciam recobrar a coloração natural significando o fim daquele feitiço maldito. – Me desculpe... – começou Ez – Eu falhei como Kage... –
- Não... Você me trouxe de volta Raikage-Sama. A culpa não é sua.
- No fim, iremos partir juntos ao menos. Eu aceito minha punição por falhar com Kumo.
- Não Raika... ge-sama. Você não pode partir ainda... Você tem que ser a luz que vai mostrar que qualquer escuridão tem um fim... Por favor... Acho que o outro lado pode esperar um pouco mais por você.
Neste momento algumas lágrimas escorriam pela face de ambos, e suavemente Mia começava a fechar os olhos. A morte a havia tocado.
- Sim Mia... Me espere... Me espere apenas mais um pouco. Prometo que logo te alcanço.

Ez havia sido gravemente ferido, o aço da espada o atravessou perfurando parte do pulmão direito e rompendo algumas costelas. Seu tempo de vida estava curto, mas sua força de vontade e convicção ainda o amarrava a este mundo.

Seu choro se tornou cada vez mais alto e logo sua tristeza se transformou em raiva. Uma raiva tão grande que seus olhos inundados de lágrimas cintilaram pelo escuro e mudaram de forma revelando o poder mais ameaçador de um Uchiha. A forma final de sue Sharingan.

Seu Susanoo também se alterou. Cresceu e se alimentou deste ódio moldando-se para uma forma obscura, com asas e uma espada com vários metros de tamanho. Um colosso.
Apesar de tudo o Mascarado não teve reação. Por baixo da mascara ele sorria. Sorria de forma incessante. Ele havia corrompido toda aquela pureza e justiça no mais inocente dos Kages, o havia transformado em um monstro raivoso e obscuro.
Este era sempre o destino daqueles que iam para a guerra.
Cedo ou tarde. (a gente vai se reecontraaaarr...)

Um calor infernal tomou conta do local quase sufocando todos ali pelo imenso consumo de oxigênio. Era Modake, do outro lado da sala já recuperado lançando sua maior e mais devasta habilidade de Katon. Não atingiu o Mascarado.
Ele estava intangível. Mas as chamas não cessavam, Modake dava tudo de si queimando cada partícula de chakra em pura combustão, pretendia esgotar o tempo limite do Kamui de uma única vez. Não que ele soubesse como isso funcionava, era um chute no escuro, mas mesmo assim era melhor manter-se no ataque do que sobreviver na defesa.

Quando as últimas labaredas de chama se dissiparam pelo chão o Líder Akatsuki voltou ao ser normal e mal teve tempo de reagir e outra investida veio em sua direção. Era Ezzy com seu colosso monumental.
A sua espada aterradora tinha comprimento o suficiente para alcançar de um lado ao outro da sala, um feito de proporções épicas, e com o tempo de intangibilidade esgotado não havia método de fuga eficiente para o homem que se intitulava Deus. Em meio aos gritos e ruivos de raiva o líder da aliança consumiu suas ultimas forças todas concentradas apenas àquele ataque. O derradeiro ataque.
O chão estremeceu, as paredes balançaram de novo e desta vez até mesmo os próprios pilares quase cederam. Logo após o ataque o Susanoo se dissipou e todos começaram a manifestar um forte sentimento de vitória enquanto esperavam pela poeira baixar para que pudessem concretizar de vez sua alegria.

- Hahahaha – uma risada medonha saiu do meio da poeira – Vocês ouviram a parte em que expliquei como sou imortal? Hahaha – Neste momento toda aquela emoção positiva se converteu novamente em terror e medo.
Ele ainda estava vivo. Seria realmente ele um monstro ou algum tipo de Deus??
Modake não tinha palavras para expressar e caiu aos chãos de joelho. Seus olhos perderam o brilho e sua esperança se foi. As pernas de Hinara bambearam também e por pouco não foi ao chão do mesmo modo que o Hokage. Mas Ezzy sorria. Estranhamente ele sorria!

- Hahaha... Pfff, um Deus? Imortal? Olhe para si mesmo... Argh... Você esta sangrando... Cof... Você tem um rosto... Você é humano como todos nós... Isso significa que você também pode morrer! Este, este é o meu legado para o mund... – Ezzy caiu ao chão.
Modake pensou em se mover até ele, mas Ez o interceptou com o olhar. Era uma despedida. “Mia, eu disse que logo iria te encontrar também. Amigos, esperarei por vocês do outro lado, mas não se apressem, não desejo vê-los tão cedo.” Era o que o Raikage transmitia com um olhar tão sereno, tão calmo e tão em paz. Ele havia feito sua parte, havia mostrado para o mundo que o Mascarado também sangrava.

No final das contas, ele fora a luz no fim do túnel que guiará o mundo através da escuridão.

O líder Akatsuki se encontrava parado no mesmo local, com o corpo um pouco curvado ainda se recuperando do tremendo golpe que acabara de sofrer. Seu manto estava rasgado, seu ombro totalmente partido ao meio e seu braço esquerdo quase separado do corpo, era algo difícil de acreditar, mas ele continuava vivo. Sua mascara estava rachada ao meio e aos poucos começou a cair, uma metade por vez. Revelando o homem por baixo daquilo. Seus cabelos eram negros como a noite, espetados para cima e curtos, um dos olhos rubros como sangue e o outro branco como a luz. Sua aparência era muito mais jovem do que se esperava, parecia ainda na casa dos vinte e de alguma forma havia encontrado algum jeito de não envelhecer. Era a única probabilidade lógica. O mascarado já assombrava o mundo a muito mais do que vinte anos. Mas ele não era ninguém conhecido, embora suas feições lembrassem alguém do passado. Alguém já esquecido.
Em algum lugar de sua cabeça deveria ter um corte, pois jorrava uma faixa de sangue por sua face.

- Quando vocês vão aprender que o que já esta morto não pode morrer? – Disse o homem agora sem mascara. O seu corpo começou a soltar uma gosma negra do braço e ombro semi-amputado até a parte do tórax ainda inteira. Aos poucos as partes começaram a se grudar novamente formando um corpo que parecia nunca ter sido si quer ferido. Até mesmo a ferida sobre a cabeça cicatrizou, pois agora o sangue não escorria mais. O homem estralou o pescoço e tomou para si uma face completamente assustadora, não tinha mais um olhar humano.

- Hahaha - gargalhou o homem, mas sua voz não era como antes. Era obscura e emitia o som como se mais de uma única pessoa falasse ao mesmo tempo em total sincronia – Agora me chamem de Legião, pois nós somos muitos!

Seu subordinado retornou. Trouxe consigo todas as cinco grandes armas ninjas. E com alguns selos, o em titulado Legião invocou a estatua demoníaca do lado de fora da cúpula, mas seu rugido aterrador ecoou por quilômetros de distância.

- Han vamos terminar logo com eles, pois o fim está próximo!

Hana não respondeu, nem tanto se moveu do lugar. Sua cabeça estava baixa e seus olhos distantes mirando o chão. Não conseguia parar de pensar em tudo que acabava de acontecer. Em como o Raikage se sacrificou apenas para mostrar como aquele ser amaldiçoado podia também sangrar. Mas algo a perturbava ainda mais.
A forma como ele morreu sorrindo e protegendo o mundo.
Aquilo a lembrava de todos que ela já amou. Seu sensei selado na caverna, Ethan que viveu e morreu por seus ideais, e o Hokage que também havia se sacrificado pelo mesmo motivo. Todos partiram com aquele sorriso sereno no rosto com esperança de um mundo melhor. Hana estava cansada de lutar, cansada de ser usada como uma ferramenta de batalha, um instrumento não diferente de uma espada ou escudo. Mas ela não o servia por isso, servia porque sentia algo diferente no Mascarado, mesmo que escondido la no fundo, mas ela sentia algum tipo de humanidade nele. E o olhando agora, não reconhecia o monstro que ele se mostrava ser.

- Corram. – Disse de forma tão abafada e inesperada que ninguém pareceu entender. – Corram logo! – repetiu Hana – Eu vou segura-lo aqui e enterra-lo com sua estatua demoníaca! – Ainda pareciam não ter caído a ficha para Hinara e Modake. Ambos estavam tão surpresos que não se moveram do lugar. – Só corram! – insistiu a moça.

- Ora ora. Parece que você resolveu trocar de lado nos instantes finais? Achei que você não fosse apegada a este mundo. – discursou Legião – Mas eu estava errado. Acho que realmente não se pode confiar em uma espiã dupla não é mesmo? – Neste momento ele caminhava vagarosamente, passo pós passo em direção de onde eles estavam quase que paralisados sem saber o que fazer. – Mas não se engane tanto assim. Você não é párea para mim também, não enquanto usar este anel em seu dedo.

Hana olhou rapidamente para anel e ele brilhou intensamente, neste instante ela pareceu perder os sentidos de seu corpo e ficando atônita por alguns segundo, tempo suficiente para criar uma brecha perfeita para que a criatura a sua frente enterrasse seu punho atravessando seu estomago.
Tudo que se ouvia eram grasnidos de dor e sangue jorrando de Hana e o barulho de mil pássaros emitidos por aquela técnica que eletrificava a mão do ser medonho.

- ....... –

Ninguém podia expressar nenhuma palavra, toda aquela sequência de coisas acontecendo uma atrás da outra os havia esgotado de tudo. Mas logo começaram a sentir todo o ambiente chacoalhar como se o próprio tempo e espaço se cortasse, e a sua frente uma fenda dimensional distorceu a realidade. Dela um chakra igualmente monstruoso surgiu.

Era o homem alto, velho e com o tapa-olho. Era Big Boss. Até onde se sabia ele ainda era um renegado e então muito provavelmente não estava ali pelos Kages. Mas ele caiu imediatamente ao chão de joelhos e segurou o corpo de Hana, no mesmo momento a criatura chamada de Legião recuou para traz. Aquele homem que chegará parecia ainda mais velho do que antes, ao menos alguns dez anos de diferença.  Nada daquilo fazia sentido, o que era todo aquele lapso de tempo que aqueles dois pareciam sofrer? Seria algum tipo de efeito colateral daquela outra dimensão? Ou algo ainda mais incompreensível?

- O que foi que você fez?? – gritou o homem que segurava Hana.
- Não seja sentimental. Vamos, largue ela e venha logo. Nos temos um mundo para ceifar.
- Eu estava errado sobre você. Estava errado sobre tudo isso. O mundo inteiro estava errado sobre você (cap). – O homem voltou sua atenção para os olhos de Hana ao mesmo tempo em que pressionava desesperadamente os ferimentos que jorravam sangue – Hana, vamos, por favor não vá. Não me faça cruzar o outro mundo e te trazer de volta. Eu não vou deixar que você se vá! Você não pode! Você me prometeu! – Neste instante algo como pequenas borboletas azuis e pétalas brancas começaram a rodear Big Boss, elas brilhavam intensamente, como se cada uma fosse uma fonte de luz própria. Eram figuras astrais e imaginativas que apenas a mente perturbada daquele homem podia enxergar – Você prometeu que contaria a minha historia e que não deixaria que quem eu fui se perdesse! Hana!

- M-meu... Meu Rei... Eu sinto muito. – disse Hana estremecendo e quase fechando os olhos.

As borboletas se mantinham voando graciosamente e as pétalas continuavam a girar em volta do homem; cada vez mais borboletas e flores pareciam surgir saindo de Hana. Sua mente atormentada não conseguia lidar com aquilo.

- Não Hana, você não vai me deixar. Eu te proíbo. – Big Boss continuou a segurando e então se voltou para os outros – Vocês ai, vão buscar seus companheiros que ainda estiverem com vida e saiam daqui. Vocês já fizeram mais do que deviam, agora podem deixar comigo. Sou eu quem deve terminar tudo isso. – Os outros concordaram com a cabeça e começaram a recuar. Ainda não tinha tido mais noticias de Lelouch nem Will, e não sairiam de lá sem eles.  – Você escutou maldito? – Big Boss se voltou ao ser medonho o encarando do outro lado da sala – Você vai pagar por tudo isso!

O olho de Big Boss se tornou igualmente rubro cintilante, e tracejou os mesmos desenhos cravados no olho do Legião, assim ambos os pares de FMS havia de certa forma se encontrando. Uma guerra de chakras monstruosos se iniciou e o destino do mundo estava prestes a ser decidido.

“..................”

"The War Never Changes...."

                                         - Big Boss
                     







#Optei por editar o post do Ez para anexar o restante da historia aqui, assim evitando dos capítulos ficarem dispersos e perdidos pelo tópico.#

EZ (original): Gostei, mas nem falou da nossa conversa no bar, chateado
E até o Atsushi apareceu mais que a Nuvem inteira
[/center]

3 Re: The End. em Seg 23 Maio 2016, 21:10

Huehue, tudo ao seu tempo. Preferi não introduzi a nuvem (e seus habitantes) ainda pois não os queria deixar exprimido e com menos espaço do que merecem.

4 Re: The End. em Seg 23 Maio 2016, 21:14

Boa desculpa, vou aceitar

5 Re: The End. em Ter 24 Maio 2016, 20:19

up

6 Re: The End. em Ter 24 Maio 2016, 20:38

AI JESUS MEU SHIPP TÁ NA TELA *--*

7 Re: The End. em Ter 24 Maio 2016, 22:27

Cap 3 sobre a Nuvem or we riot

8 Re: The End. em Qui 26 Maio 2016, 18:35

up

9 Re: The End. em Qui 26 Maio 2016, 20:24

Agora a duvida do ano:

QUEM MATOU A MEI?

Será Modake?
Será Ezreal?
Será quem então?

10 Re: The End. em Qui 26 Maio 2016, 20:50

Desculpa Mei, mas entre você e um copo e cachaça eu quero com bastante limão e gelo -q

11 Re: The End. em Qui 26 Maio 2016, 23:15

Se é uma bicha má mesmo hein Ez.

12 Re: The End. em Sex 27 Maio 2016, 09:43

Eu acho que Yusuke tá querendo que Mia fure meus olhos. Ezreal é DA HINARA!

13 Re: The End. em Sex 27 Maio 2016, 14:12

Mostra quem é que manda Hin

14 Re: The End. em Sex 27 Maio 2016, 14:28

Ta virando bagunça isso aqui. MEU HOMI!!

15 Re: The End. em Sex 27 Maio 2016, 20:23

O que ta acontecendo? To perdido!

16 Re: The End. em Dom 29 Maio 2016, 17:56

Quem diria que voltar ao fórum seria bom hihi.

17 Re: The End. em Seg 30 Maio 2016, 18:54

Posta mais zuzuke

18 Re: The End. em Qua 08 Jun 2016, 22:17

Up - Novo cap postado!!

19 Re: The End. em Qua 08 Jun 2016, 22:19

up

20 Re: The End. em Qua 08 Jun 2016, 22:52

sabia que essa carta era uma armadilha q


acho que o mascarado salvou os kage então? :v

21 Re: The End. em Qui 09 Jun 2016, 13:24

Quem seria esse falso kage?

22 Re: The End. em Qui 09 Jun 2016, 18:36

Achei q n ia volta nunca mais

23 Re: The End. em Qui 09 Jun 2016, 20:19

oxe ;-;

24 Re: The End. em Qui 09 Jun 2016, 21:57

AAAAAAAAAAAAAAAH QUE CAPITULO FODA, GOSTEI.
EU E MODAKE RAINHA VCS NADINHA

25 Re: The End. em Sex 10 Jun 2016, 18:47

Muito dahora ;eeeheuh


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